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segunda-feira, 9 de junho de 2014

COPA DO MUNDO 2014 - ADAPTAÇÃO TOTAL

Hernanes enfrenta missão comum: adaptar-se ao estilo de jogo das equipes que defende

Hernanes ganhou voto de confiança que precisava para corresponder às expectativas

Qualidade técnica do pernambucano ajuda muito em sua adaptação por onde joga

Quando Luiz Felipe Scolari iniciou, em agosto de 2013, a sua segunda passagem pelo comando da Seleção, Hernanes ganhou o voto de confiança que precisava para corresponder, definitivamente, a uma expectativa que recaía sobre ele desde os primeiros anos de sua carreira: finalmente, ele passou a ser tido como um nome regular e importante entre os convocados. Uma condição que ele jamais havia experimentado, apesar de já há bastante tempo conviver com o clamor dos torcedores, graças às suas grandes atuações com a camisa do São Paulo. O ápice de uma trajetória iniciada havia cinco anos, alguns meses antes da Olimpíada de Pequim - torneio para o qual foi convocado e que começou como titular.
No entanto, já nesses primeiros jogos pela Canarinha, ele começaria a enfrentar um problema que o persegue até os dias de hoje: a dificuldade em adaptar seu estilo de jogo ao futebol praticado pelo time. Na terceira partida em território chinês, o então técnico Dunga sacava o meia para dar oportunidade a Ramires. Ali, pela primeira vez, Hernanes deixava o time titular e cedia espaço àquele que viria a ser seu grande concorrente pela vaga entre os onze.
Era o início de uma briga que não terminaria bem para o pernambucano: após a derrota por 3 a 0 para a Argentina, que decretaria o fim do sonho do ouro olímpico, ele não voltaria a ser convocado pelo capitão do tetra, cujos planos incluíam muito mais a velocidade e a verticalidade do ex-cruzeirense do que os seus passes e lançamentos precisos. Para ele, era também o fim do sonho de disputar sua primeira Copa do Mundo.
Pós-Dunga
Mas o tempo passou, e, com a derrota para a Holanda, a segunda “Era Dunga” se encerrou. Mano Menezes assumiu o comando da Seleção e logo o nome de Hernanes voltou a ser lembrado. Ele esteve na primeira lista do treinador gaúcho, e participou do amistoso contra os Estados Unidos - como reserva, entrando no lugar de Ramires. Mas ainda não foi dessa vez que o Profeta se firmou. Num amistoso contra a França, em fevereiro de 2011, ele cometeu a imprudência de acertar um chute no peito do atacante Benzema. Foi punido com a expulsão da partida e dos planos do novo treinador.
O ostracismo de Hernanes terminou se mostrando apenas mais uma entre as tantas opções equivocadas de Mano. Ele, por sua vez, não demoraria no cargo, e viria a ser demitido pela nova-velha cúpula da CBF, chefiada por José Maria Marin. Foi aí que recomeçou a história do pernambucano com a camisa amarela. Desde então, ele conseguiu conquistar seu espaço no grupo e, enfim, na lista definitiva do Mundial.

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