Apresentado, Dado fala sobre acesso, rebaixamento, reforços e dispensas
Dado chega ao Náutico com missão de salvar time da zona de rebaixamento
Novo técnico elogiou a estrutura, mas destacou a importância da questão salarial
Confira alguns tópicos abordados na coletiva:
Primeiras impressõesA conversa antes de fechar o contrato durou quase quatro horas e foi muito importante para que eu conhecesse o cenário do Náutico, mas o verdadeiro conhecimento vem com o dia a dia. Não tenho tempo para trabalhar, mas dentro das limitações, pensei em situações de jogo. O que procurei nesse tempo - que eu não tive - foi encaixar as características do jogadores dentro da minha característica de jogo. Muita conversa, já que ainda estamos nos recuperando do último jogo. De maneira geral, gostei muito do que vi. A estrutura oferecida ao elenco é de boa qualidade. Agora, é errar o mínimo possível, porque o Náutico precisa pontuar.
Chegar em meio à criseNão dá pra fazer tudo. Se tentar fazer tudo, não faço nada. Tenho que ser prático nas escolhas e atitudes porque até informação demais atrapalha. Estou tendo o cuidado de conversar individualmente com os atletas para entender onde eles podem render melhor. Mas pra privilegiar o coletivo. Como não há tempo para resolver tudo de uma vez, a prioridade é dar competitividade ao time.
Salários atrasadosIsso não é um problema do Náutico, mas do futebol brasileiro. Na Série B, só duas equipes pagam realmente em dia. Não por acaso, estão dentro do G4 e bem cotadas para o acesso. Os clubes colheram débitos e dívidas ao longo de várias gestões e culminou com esse momento atual. Não atrelei minha chegada ao clube ao compromisso de que esta situação seja resolvida imediatamente, mas houve o comprometimento de buscar alternativas para isso. Não foi uma exigência. Foi uma solicitação. O atraso incomoda, claro, mas a falta de compromisso é que não pode existir. E não vejo isso aqui. Vejo os dirigentes buscando patrocínios, tentando atrair novos sócios… E quanto mais vitórias tivermos, mais público levaremos ao estádio e mais sócios conquistaremos.
ElencoConhecia uma pequena parte do elenco. Busquei as informações necessárias de características de jogadores e isso pode fazer a diferença no tempo que não tenho. Só trabalhei com Neílson e isso é muito pouco. Mas já mapeei as caracaterísticas da maioria do elenco.
Principal desafioO Náutico estabeleceu o acesso como objetivo. Mas temos que ter senso de realidade. Nossa condição não é boa. Hoje, brigamos mais contra o rebaixamento do que pelo acesso. Temos agora que procurar um chão para pisar e pegar impulso. Teremos quatro jogos até a virdada para o segundo turno e quero usufruir o máximo que puder dessa sequência até a primeira metade da competição. Até lá, espero ter definido um padrão de jogo e uma evolução necessária.
Reforços e dispensasÉ muito cedo pra que eu possa falar a respeito de contratações. É cedo também para ter conclusões sobre fechamento de grupo ou elenco. Vou dar moral, dar confiança. Acho que é isso que o time precisa no momento. Jogadores que têm muito a mostra ainda podem estar num momento ruim. As vitórias vão nos ajudar. Mas não vou fechar portas, e também não vou abrir. O primeiro passo é buscar alternativas em casa.
Retorno ao RecifeRetorno muito mais amadurecido. Com algumas visões diferentes. Talvez, alguns vícios adquiridos durante o dia a dia. Fiquei mais supersticioso. É um mal do futebol… Mas nada que venha a atrapalhar, claro. Minhas raízes são as mesmas. Minha forma de trabalho é a mesma. Continuo valorizando muito o treinamento. Quem não treina intenso, não joga intenso. Não existe mais isso de que “treino é treino e jogo é jogo”. Ganhei rodagem, obtive um conhecimento muito maior de mercado. Trabalhei com e contra vários jogadores. Isso ajuda muito no trato com os atletas. Conceitulamente, sou o mesmo. Com as mesmas convicções e teimosias, mas a mesma simplicidade e humildade.
Diario de Pernambuco

Nenhum comentário:
Postar um comentário