Ex-presidente da OAB defenderá Del Nero em escândalo de corrupção
Conforme a Folha de S.Paulo publicou na edição da quinta (28), documentos da investigação dos EUA mostram que Marin dividiria com Del Nero e o também ex-presidente Ricardo Teixeira suborno de R$ 2 milhões para fechar a venda dos direitos comerciais da Copa
Segundo Batochio, os dois são amigos de longa data, desde os tempos em que cursaram direito na Faculdade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo
O presidente da CBF Marco Polo del Nero escolheu o criminalista José Roberto Batochio para defendê-lo nos desdobramentos do esquema de corrupção que levou à renúncia de Joseph Blatter da presidência da Fifa e à prisão de sete dirigentes da entidade em Zurique, entre eles o ex-presidente da CBF José Maria Marin.
Segundo Batochio, os dois são amigos de longa data, desde os tempos em que cursaram direito na Faculdade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. O advogado fechou negócio com o novo cliente na quarta-feira (3). A informação foi adiantada pela coluna "Radar on-line", da revista "Veja".
Batochio foi presidente da Associação dos Advogados de São Paulo (AASP), da seção de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil-OAB e, por fim, foi presidente nacional da OAB. Ele já defendeu figuras conhecidas da política brasileira, como Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda, e Paulo Maluf, ex-governador de São Paulo.
Nas últimas eleições para governador de São Paulo, em 2014, ele foi candidato a vice-governador na campanha de Paulo Skaf (PMDB), pelo PDT.
O ESCÂNDALO
Del Nero é o principal alvo da provável instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) no Senado. Até o momento, ele não está entre os indiciados pela Justiça americana pelo esquema de corrupção.
De toda forma, no dia 28 de maio ele abandonou o Congresso da Fifa que elegeria Joseph Blatter e voltou ao Brasil antes da votação.
Ele preferiu estar no Brasil para tentar desarticular a CPI, da qual seria o principal alvo. Del Nero disse a aliados que teme pelo seu mandato na CBF.
O presidente da CBF decidiu deixar a Suíça no dia em que a Folha publicou que há indícios na investigação da Justiça dos EUA que o ligam a esquema de propina recebida por cartolas relacionada à Copa do Brasil, torneio que a CBF organiza.
Na quarta (27), quando a operação estourou em Zurique, Del Nero não escondeu a tensão ao conversar com os jornalistas. Disse que a situação era "péssima" para a imagem da CBF. Depois, no entanto, ele determinou a retirada do nome de Marin da sede da CBF no Rio.
Conforme a Folha de S.Paulo publicou na edição da quinta (28), documentos da investigação dos EUA mostram que Marin dividiria com Del Nero e o também ex-presidente Ricardo Teixeira suborno de R$ 2 milhões para fechar a venda dos direitos comerciais da Copa do Brasil para empresas de marketing esportivo.

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