Com casa cheia, Santa Cruz encara o Botafogo para fazer Grafite brilhar de novo pelo clube
Atacante encara terceira passagem pelo clube. Dessa vez, é a grande esperança
Grafite viveu altos e baixos nas suas outras duas passagens pelo Santa. Chegou em 2001 para a disputa da Primeira Divisão como um mero desconhecido - e de
futebol contestável. Acabou sendo rebaixado à Segundona e foi vendido ao Grêmio. Mais maduro, retornou no fim do ano seguinte, por empréstimo, e só aí tornou-se ídolo. Mas não conseguiu títulos, tampouco o acesso de volta à elite.
Agora passados 13 anos desde que deixou o Tricolor pela última vez, o retrospecto dele parece não importar. A relação do jogador com o clube é intrínseca. Visceral. O status de ídolo permanece incólume. A idolatria aumentou no tempo que o jogador ficou longe de Pernambuco, quando Grafite alcançou o ápice na carreira. Por si só, o reforço foi capaz empolgar os torcedores para a partida de hoje, mesmo diante de uma competição morna que faz o time.
O Arruda estará cheio como há tempos não se via em campeonatos brasileiros. No ano passado, a campanha irregular e jogos importantes disputados na Arena Pernambuco acarretaram num distanciamento da torcida do estádio tricolor. Só na Série C de 2013 que se registrou pela última vez empolgação semelhante em nacionais.
Escudo da equipe de Martelotte, Grafite tem já a missão de tirar o peso da responsabilidade dos companheiros e dividir tarefas. Sem esquecer o seu principal papel: o de fazer gols. E não esconde a sua ansiedade. “É uma emoção diferente. Mesmo tendo jogado na Seleção Brasileira, na Europa, no Oriente Médio, mas aqui no Santa Cruz está tudo sendo como se fosse a primeira vez. Dá até certo medo não retribuir esse carinho.”
Adversário
Candidato à estraga prazer, o Botafogo está em curva descendente. Empatou os três últimos jogos no campeonato e só se manteve entre os primeiros graças à "gordura" que conseguiu no início da competição e à combinação de resultados dos concorrentes. O time carioca também está custando para balançar as redes. Nas suas sete derradeiras partidas - incluindo uma pela Copa do Brasil - fez apenas dois gols.
Ficha do jogo
Santa Cruz
Tiago Cardoso; Vitor, Danny Morais, Neris e Marlon; Wellington, Moradei, Lelê, João Paulo e Anderson Aquino; Grafite. Técnico: Marcelo Martelotte.
Botafogo
Jefferson; Luís Ricardo, Renan Fonseca, Diego Giaretta e Carleto; Dierson (Serginho), Willian Arão, Diego Jardel e Octavio; Sassá (Neilton) e Luis Henrique (Navarro). Técnico: Ricardo Gomes.
Estádio: Arruda (Recife-PE). Horário: 16h30. Árbitro: Flávio Rodrigues Guerra (SP). Assistentes: Vicente Romano Neto (SP) e Carlos Augusto Nogueira Júnior (SP). Ingressos: R$ 40 (Arquibancada inferior), R$ 25 (Sócios e e arquibancada superior). Locais de venda: Arruda, Ingresso Prime (Shopping Rio Mar) e Ticket Folia (Shopping Recife)
Diario de Pernambuco

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