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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

LIBERTADORES - RIVER PLATE CAMPEÃO

River Plate domina o Tigres, faz 3 a 0 em casa e é tricampeão da Libertadores depois de 19 anos

Fernando Cavenaghi, com a braçadeira de capitão, ergue a taça que representa o tricampeonato do River


Com Monumental de Nuñes em êxtase, Milionários faz a festa com goleada


Pela terceira vez na história, o Monumental de Núñez explodiu em festa pela conquista da América. Na noite desta terça-feira, o River Plate bateu o Tigres por 3 a 0 na decisão do torneio, e, após empate sem gols na ida, se sagrou tricampeão da Copa Libertadores, 19 anos depois do seu segundo título, e última oportunidade na qual havia chegado à final.
Os tentos que garantiram a taça ao time da casa em Buenos Aires foram anotados pelo atacante Lucas Alario, pelo meio-campista Carlos Sánchez (de pênalti) e pelo zagueiro Funes Mori.
As conquistas anteriores aconteceram em 1986 e em 1996, ambas decididas na casa dos Milionários diante do América de Cali. Da segunda conquista, inclusive, o agora treinador Marcelo Gallardo participou como jogador (à época era um jovem meia promissor do River, atuando ao lado de estrelas como Hernán Crespo e Enzo Francescoli). Nesta quarta-feira, no entanto, Gallardo não esteve no banco de reservas, pois foi expulso no primeiro jogo e cumpriu suspensão. Em seu lugar, o auxiliar Matías Biscay ficou à beira do gramado.
Além disso, ao se sagrar campeão da Libertadores em 2015, a equipe argentina completa seu domínio em âmbito sul-americano, uma vez que havia conquistado a Copa Sul-Americana de 2014 e a última Recopa.
A caminhada para o título começou com mau desempenho na fase de grupos e classificação dramática como pior equipe das oitavas de final, após segundo lugar com apenas sete pontos na chave 6, liderada justamente pelo Tigres, que venceu o Juan Aurich na última rodada, qualificando os argentinos. Na fase seguinte, despachou o arquirrival Boca Juniors no polêmico confronto com gás de pimenta atirado pela torcida em La Bombonera. Nas quartas, teve reação brilhante contra o Cruzeiro, e, após derrota por 1 a 0 em casa, fez 3 a 0 no Mineirão e se classificou para, na semi, passar com relativa tranquilidade pelo Guaraní.
A equipe mexicana, por sua vez, também teve trajetória de respeito para conseguir o feito histórico de se tornar o terceiro finalista de Libertadores do país em todos os tempos (após Cruz Azul, em 2001, e Chivas Guadalajara, em 2010).
Após a qualificação como líder do Grupo 6, segundo melhor de todas as chaves, o Tigres despachou o Universitario de Sucre nas oitavas, com vitória por 2 a 1 fora de casa e empate por 1 a 1 em Monterrey. Nas quartas, saiu em desvantagem contra o Emelec (1 a 0), mas reagiu em seus domínios (2 a 0) e passou à semifinal, na qual também saiu atrás do Internacional, após sofrer 2 a 1 no Beira-Rio, e impôs 3 a 1 em seu estádio para garantir vaga na decisão.

RIVER PLATE 3 x 0 TIGRES
RIVER PLATE
Marcelo Barovero; Camilo Mayada, Jonatan Maidana, Ramiro Funes Mori e Leonel Vangioni; Carlos Sánchez, Leonardo Ponzio, Matías Kranevitter (Lucho González) e Nicolás Bertolo; Fernando Cavenaghi (Pisculichi) e Lucas Alario (Driussi)
Técnico: Marcelo Gallardo
TIGRES
Nahuel Guzmán; Israel Jiménez (Guerrón), Juninho, José Rivas e Jorge Torres Nilo; Arévalo Ríos (Jesús Dueñas), Guido Pizarro, Jürgen Damm e Javier Aquino; Rafael Sobis e André-Pierre Gignac
Técnico: Ricardo “Tuca” Ferretti
Local: Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires (Argentina)
Data: 5 de agosto de 2015, quarta-feira
Árbitro: Darío Ubriaco
Assistentes: Mauricio Espinosa e Nicolás Tarán (trio do Uruguai)
Cartões amarelos: Lucas Alario, Cavenaghi (River Plate); Jiménez, Juninho, José Rivas, Gignac, Torres Nilo (Tigres)
Gols: Lucas Alario, aos 44 do primeiro tempo; Carlos Sánchez (de pênalti) aos 28 e Funes Mori, aos 33 minutos do segundo tempo

 Gazeta Press

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