PMDB: rabo preso espanta adeptos do impeachment
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), demonstra não ter pressa para analisar os pedidos de impedimento da presidente Dilma Rousseff. Frustra, assim, o calendário da Frente Pró-Impeachment, que pensava em recorrer ao plenário nas próximas semanas contra eventual decisão do presidente de arquivar algumas iniciativas. A informação é de Mônica Bergamo, na sua coluna desta terça-feira, na Folha de S.Paulo.
Outra variável na discussão interna do PMDB -- avalia a colunista --, é o conteúdo das delações premiadas de Nestor Cerveró e de Fernando Baiano, ainda em segredo de Justiça. Até mesmo o vice-presidente, Michel Temer (PMDB-SP), teria sido citado por eles na Lava Jato. Temer nega conhecer Baiano. Confirma reunião com Cerveró, mas nega o conteúdo relatado por ele sobre conversa que envolveria um achaque de peemedebistas para mantê-lo na Petrobras.
"Não tem [prazo estabelecido para análise de impeachment]", diz Eduardo Cunha. Se o presidente da Câmara dos Deputados não examina os pedidos, eles ficam na gaveta até que ele decida o contrário.
A calma de Cunha estaria ligada à falta de consenso no PMDB para as condições de adesão ao afastamento de Dilma. As negociações internas, no entanto, seguem a pleno vapor. "Estamos conversando", informou, por exemplo, o senador Romero Jucá (PMDB-RO) a interlocutores nos últimos dias. Ele é entusiasta do impedimento da presidente.

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