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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O CAPETINHA INVESTIGADO

Polícia Federal investiga ex-jogador Edílson em operação contra fraudes nas loterias

Edílson, além do Cruzeiro, jogou em outros grandes clubes, como Corinthians, Palmeiras, Flamengo e Vasco

Esquema desviava dinheiro e ex-jogador do Cruzeiro está entre os suspeitos


Policiais federais fazem uma operação na manhã dessa quinta-feira para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudar pagamentos de loterias da Caixa Econômica Federal. De acordo com a corporação, o esquema desviava o dinheiro que não era sacado pelos ganhadores e que deveria ser destinados ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
O ex-jogador da Seleção Brasileira Edílson da Silva Ferreira, mais conhecido como Edílson Capetinha, pentacampeão do mundo em 2002, é um dos alvos da Operação Desventura. A polícia cumpriu um mandado de busca na residência de Edílson, em Salvador. O ex-atleta, de 44 anos, foi atacante de alguns dos principais times do País, como Corinthians, Palmeiras, Flamengo, Vasco, Cruzeiro, Bahia e Vitória. Em 2002, ele fez parte do elenco que conquistou o último título mundial da Seleção Brasileira, disputado na Ásia.
Segundo as investigações, o esquema criminoso contava com a ajuda de correntistas da Caixa, que eram escolhidos por movimentarem grandes volumes financeiros. A Polícia Federal afirma que esses correntistas recrutavam gerentes do banco para ajudarem na fraude. A PF afirmou que Edílson Capetinha fazia parte do grupo dos correntistas. O em.com.br tentou contato com a assessoria de imprensa do jogador, mas as ligações não foram atendidas.
As investigações apontam que os valores podem atingir cifras milionárias. Em 2014, por exemplo, os ganhadores de loteria deixaram de resgatar 270,5 milhões em prêmios da Mega-Sena, Loteca, Lotofácil, Lotogol, Quina, Lotomania, Dupla-sena e Timemania.
Cerca de 250 agentes cumprem 54 mandados judiciais em Goiás, Bahia, São Paulo, Sergipe, Paraná e no Distrito Federal. Cinco mandados são de prisão preventiva, oito de prisão temporária, 22 de condução coercitivas e 19 de busca e apreensão.
Os gerentes ficavam encarregados de viabilizar o recebimento do prêmio por meio de suas senhas, validando, de forma irregular, os bilhetes falsos. Durante as investigações, um integrante da quadrilha chegou a ser preso quando tentava aliciar um gerente para o saque de um bilhete de loteria no valor de R$ 3 milhões. Dias depois de ser liberado pela polícia, o homem foi assassinado. O crime ainda está sendo investigado.
Durante a investigação, a Polícia Federal identificou ainda a atuação de um doleiro na organização criminosa, além da prática de outros delitos como fraude na utilização de financiamentos do BNDES e do Construcard, além da liberação irregular de gravames de veículos.
Os envolvidos deverão responder por organização criminosa, estelionato qualificado, tráfico de influência, corrupção ativa e passiva, falsificação de documento público, evasão de divisas. Segundo a polícia, a investigação conta com o apoio do Setor de Segurança Bancária Nacional da Caixa Econômica Federal.


Com Agência Estado

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