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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

RÉUS CONDENADOS

Após longo julgamento, assassinos de Paulo Ricardo são condenados pelo Tribunal do Júri

Advogado tentou argumentar, mas júri condenou responsáveis pelo incidente após jogo entre Santa e Paraná

Sessão durou quase quinze horas e futilidade que motivou o crime foi decisiva


Chegou ao fim a espera de um ano e quatro meses por justiça. Nesta quarta-feira (2), após mais de 12 horas de audiência, o Conselho de Sentença da  2ª Vara do Tribunal do Júri da Capital condenou Everton Filipe Santiago de Santana a 28 anos e seis meses, Luiz Cabral de Araújo Neto a 25 anos, sete meses e 15 dias e Waldir Pessoa Firmo Júnior a 28 anos e nove meses de reclusão pelo homicídio de Paulo Ricardo Gomes da Silva.
Desde cedo, antes mesmo das 9h - horário previsto para o início da audiência - centenas de pessoas permaneceram no plenário da 2ª Vara do Tribunal do Júri acompanhando o julgamento, que somente começou às 9h40. E a audiência de prolongou ao longo do dia. Entre debates, réplicas e tréplica, foram quase 10 horas.
O Ministério Público, através do promotor Roberto Brayner e da promotora Dalva Cabral, apresentarem seus argumentos acerca da autoria do delito e da forma covarde e fútil como o crime foi cometido. Enquanto os três advogados de defesa, no papel que lhes cabia, tentavam convencer o Júri que os três acusados haviam cometido sim o crime, mas com “culpa consciente”. Alegavam que - embora Everton Filipe, Luiz Cabral e Waldir Firmo tenham percorrido cerca de 120 metros com dois vasos sanitários nas mãos e atirado os objetos do alto da arquibancada, justamente no local onde passavam torcedores adversários - eles não tinham intenção de matar alguém.
Após, enfim, as explanações de acusação e defesa, o juiz Jorge Luiz dos Santos Henriques formulou os 72 quesitos que seriam respondidos pelos jurados. Eles foram encaminhados a uma sala secreta, onde permaneceram cerca de três horas e formularam o veredicto, decidindo pela condenação dos três acusados.


Diario de Pernambuco

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