Martelotte diz que Raniel não será escalado até fim do processo do meia contra o Santa Cruz
Martelotte diz que não se trata de uma "geladeira" para Raniel e sim uma questão de comprometimento
Treinador ressaltou que medida não é punitiva, mas por que entende que meia está sem foco
Enquanto o Santa Cruz tenta que Raniel retire a queixa por supostos descumprimentos trabalhistas ou que o audiência agendada para 21 de outubro tenha um desfecho positivo para os corais, o meio-campista permanecerá sem entrar em campo. O treinador diz que a "geladeira" não se trata de uma punição, mas ele entende que o jogador não está totalmente focado nos objetivos do clube.
"Com o processo em andamento, ele não joga. Não sei até onde vai andar o processo. Se ficar mantido o prazo da audiência em outubro e as partes não chegarem a um acordo, ele não joga até lá. Essa é decisão técnica. Não é castigo, é a questão do comprometimento que cobro de todos. Entendo que um jogador que esteja em litígio com o clube tenha o comprometimento necessário para jogar num equipe que busca o acesso", declarou Martelotte. "A ação sendo retirada, tudo volta ao normal. Ele sendo um jogador do grupo como sempre foi", emendou.
Martelotte, no entanto, não sabe ainda como vai ser a rotina de treinamentos do meia. "Essa é uma decisão que a gente tem que tomar com a diretoria por que envolve outros aspectos, inclusive questões jurídicas, sobre o direito de ele treinar. O clube está tentando um acordo com o jogador e seus representantes para que não prolongue muito essa discussão."
Críticas aos agentes de Raniel
O técnico coral acredita - ou quer acreditar, como ele próprio falou - que Raniel foi influenciado para tomar a decisão de acionar o Santa Cruz judicialmente. Não poupou críticas, portanto, aos agentes do prata da casa, que, segundo Martelotte, o conduziram a para levar o clube aos tribunais. "É melhor eu nem dar a minha opinião a respeito disso por que é a pior possível. É uma conduta que, enfim.... Raniel, mesmo tendo pouca idade, sabe o que está fazendo, mas a gente sabe que orientação é a pior possível".
Martelotte não entendeu como o jogador se arriscou sair do clube depois do fechamento das janelas de transferências para correr o risco de ficar sem ter como jogar novamente. "Foi uma decisão tomada no momento mais errado possível. Vendo pelo lado do atleta, como tiram a oportunidade de ele jogar o restante do campeonato? Não conversei ainda com o jogador, mas entendo que ele não tenha tido a menor noção do que estava fazendo."
Diario de Pernambuco

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