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sábado, 5 de setembro de 2015

SPORT - EXPLICAÇÕES DE BAPTISTA

Régis amarga banco no Sport, técnico explica situação e diz: "Dê a dúvida como Ferrugem fez"

Grande investimento do Sport, Régis disputa posição no atual elenco com Diego Souza, Neto Moura e Élbe

Eduardo Baptista ressalta que espaço se conquista com dedicação nos treinos


O último jogo de Régis pelo Sport foi no dia 20 de agosto diante do Bahia. Era a primeira partida entre os times na Copa Sul-Americana. Um dia antes do confronto, ele foi confirmado pelo técnico Eduardo Baptista como titular. Mas quem entrou em campo foi Élber. O meia só teve chance de pisar no gramado da Arena Fonte Nova no fim da partida por decisão do comandante. Um capítulo emblemático do período de incerteza que vive dentro do clube. Após ser contratado como grande investimento para vestir a camisa leonina por quatro anos, Régis convive com uma concorrência forte no seu setor. Ainda que seja cobrada sua utilização com maior frequência por parte da torcida, o treinador dá a entender que quer mais empenho diário do atleta.
Responsável pela decisão de manter o atleta no banco, Eduardo Baptista já tentou escalar Régis nas pontas. Não deu certo. Agora, o comandante decidiu colocá-lo na briga por um posto fixo: a região central do meio-campo. Contudo, o ex-atleta da Chapecoense, que conseguiu se livrar das lesões musculares nesta temporada, tem a concorrência triplicada.
“Régis atua num setor que atua o Diego Souza, que atua o Neto Moura, o Élber. É uma questão de competição. O Diego vive, no setor central do meio-campo, o melhor momento dele no Sport. Régis atua nesse mesmo setor. Tentei colocar Régis em outros setores e junto com o Diego, mas não tive a mesma resposta. É basicamente isso”, justificou Eduardo Baptista.
Em seguida, o comandante rubro-negro deixou transparecer que espera mais empenho do meio-campista nos trabalhos diários. “O jogador é observado a cada treino, a cada jogo. O coletivo de hoje (sexta-feira) com os juniores é filmado, analisado. Como o Ferrugem ganhou a posição, os outros têm que ganhar no campo. Com o Eduardo Baptista não tem pressão de imprensa, diretoria, torcida. Só tem um cara que escala o jogador. É o próprio jogador. Treina e joga. ‘Ah, não estou jogando’. Mas treina. O treinamento é observado. A mesma atenção que a gente dá em jogo, eu dou em treinamento. Ele é filmado, é discutido, é passado para os jogadores. Então, é cada um por si. Cada um busca seu espaço. Dê a dúvida como Ferrugem fez.”


Diario de Pernambuco

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