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terça-feira, 15 de setembro de 2015

SPORT - FUTEBOL DE LUTO

Ex-atacante do Sport na década de 60, Laxixa falece vítima de AVC e deixa histórias de legado


Bicampeão estadual pelo Leão, ele era conhecido por carisma e histórias fora do campo


Na madrugada desta segunda-feira, o Sport perdeu um daqueles ídolos que entram para a história. Se não por um desempenho extraordinário nos gramados, pelo carisma e boa relação com todos fora deles. Djalma Oliveira Passos, o Laxixa, atacante bicampeão pernambucano na década de 60, foi vitimado por um AVC em Garanhuns, cidade onde residia. O enterro acontece nesta segunda, no cemitério de Santo Amaro. Aos 75 anos, deixou memórias e "causos" no clube onde jogou.
Foram cinco anos de Sport. Ainda aos 19 anos, fez sua estreia pelo Leão. Foi na vitória por 1 a 0 sobre o Asas, na Ilha do Retiro, em jogo válido pelo segundo turno do Pernambucano de 1959. Em 1960 e 61, conquistou dois campeonatos estaduais, jogando ao lado de ídolos do Rubro-negro, como Traçaia e Betancor.
A despedida do clube foi em um clássico contra o Náutico. No dia 28 de junho de 1964, também na Ilha do Retiro, Laxixa deu adeus ao Sport em uma derrota por 1 a 0 para o Alvirrubro, em partida do primeiro turno do estadual daquele ano.
Pelo Leão, foram 96 partidas jogadas e 15 gols marcados. Os números, cedidos pelo pesquisador Carlos Celso Cordeiro, podem ser imprecisos, pela precariedade dos registros da época, onde muitos jogos passavam desapercebidos ou sem ter as escalações documentadas.
Os “causos” de Laxixa
Após encerrar a carreira, por volta dos 30 anos, Laxixa cursou economia e virou bancário. “Naquela época, os jogadores paravam mais cedo. Um jogador com 30 anos já era considerado velho”, explica Carlos Celso. No entanto, continuava sendo requisitado no mundo do futebol. O motivo? A boa memória. “Laxixa sabia muito dos jogadores da época dele. Tinha ótima memória. Vivia contando ‘causos’ do seu tempo. Era muito procurado pela imprensa, inclusive”, completa.
Jogador, economista e contador de histórias. A história de Laxixa evoca o saudosismo de quando o esporte era mais místico e menos calculista. Um personagem que deixa a vida, mas perdura na memória dos rubro-negros e do românticos do futebol.


Diario de Pernambuco

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