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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

SPORT - QUEREM MAIS ESPAÇO

Organizadas querem mais poder dentro dos clubes

                                                 Sábado passado, a Torcida Jovem associou 86 membros ao Sport


Uniformizadas estão atrás de alternativas para se envolver cada vez mais na administração dos clubes


Com péssima fama pelo histórico de violência construído por elas próprias, as torcidas organizadas estão em busca de poder dentro dos clubes, atrás de alternativas para recuperar o prestígio de outrora e encontrar um certo protagonismo nas esferas decisórias. De Norte a Sul do Brasil, as principais saídas, na maioria das vezes, são candidaturas à presidência, associações em massa e apoio político a dirigentes. Em Pernambuco, não é diferente. 
Sábado passado (12/9), por exemplo, a Torcida Jovem – que sofre com uma ruidosa ruptura provocada pela presidência do Sport – realizou um mutirão para associar alguns integrantes da organizada. Com associados, a facção ganharia peso político para apoiar algum postulante ou até mesmo lançar uma candidatura, por exemplo.
Antes dessa iniciativa, a última grande participação da Jovem aconteceu em 2012, durante a eleição do ex-presidente Luciano Bivar. Na ocasião, o cartola, que tinha o apoio do grupo, venceu o concorrente Homero Lacerda por 500 votos de diferença. O número, coincidência ou não, correspondia à quantidade de integrantes da Jovem que eram associados ao Leão na época.
No Náutico, em 2013, quando um dos fundadores da Fanáutico, Alberto de Souza, concorreu à presidência do clube. Na eleição, o hoje integrante da Timbu Chopp acabou derrotado.
No Santa Cruz, o segundo homem mais importante do clube, o vice-presidente Constantino Júnior, foi diretor da Inferno Coral durante a década de 1990. Antes disso, outro ex-torcedor organizado que chegou ao poder no tricolor foi o ex-presidente Romerito Jatobá, no biênio 2005/2006. Ele foi o fundador da Santamante, uma das torcidas que originaram a Inferno Coral.
Fora de Pernambuco, os casos também se repetem. O mais emblemático, talvez, seja o do ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, fundador da torcida Pavilhão 9. O cartola teve sucesso no clube com títulos e, graças ao seu trânsito com o Partido dos Trabalhadores (PT), conseguiu tirar do papel o sonho da casa própria do Timão: a construção da Arena Itaquera, palco da abertura da Copa do Mundo de 2014. 
Outro ex-torcedor organizado está na diretoria do Corinthians, dono da segunda maior torcida do Brasil, Eduardo Almgren, da Gaviões da Fiel, que é diretor-adjunto de futebol.
Outro caso semelhante está acontecendo atualmente com o maior rival do Corinthians, o Palmeiras, em que o fundador da Mancha Verde (hoje Mancha Alviverde), Paulo Serdan, foi nomeado integrante do Conselho Deliberativo do clube alviverde.

 JC Online


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