Aflitos, relação com a Arena e futebol: os planos de Marcos Freitas para comandar o Náutico
"Convidei pessoas como Toninho Monteiro, Rubens Barbosa, Marcílio Sales, Paulo Pontes...", disse Marcos
Líder do "Náutico de Todos" fala sobre seus planos para o clube no biênio 2016/2017
Arrendamento dos Aflitos
Essa decisão não passa pela diretoria executiva. Ela passa em primeira instância por uma comissão que deve analisar essas propostas. Após essa analise, essas informações devem ser apresentadas ao conselho e em sendo aprovada ela vai ser apreciada exclusivamente pela assembleia de sócios. Mas antes é preciso lembra que existe um contrato firmado entre a Arena Pernambuco e o Governo do Estado. Nós somos parceiros nesse contrato, mas não somos as figuras principais. E podem ocorrer mudanças, que podem apontar diversas facetas. Por exemplo, a Odebrecht sair do negócio. Nesse caso, o Estado será dono de um estádio que vai ter que ser passado para alguém. De repente, o Governo nos procure para tomar conta da Arena. Isso é uma especulação extrema. A outra possibilidade é a Arena comprar do Estado o seu pedaço no negócio. Nesse caso, ela também vai precisar de algum parceiro. E se chegar a conclusão que os jogos pequenos não interessam, será preciso rever o contrato com o Náutico, afinal quando o Náutico assinou o contrato foi para levar 30 jogos por ano. Não diz só jogos grandes. Nesse caso, a Arena ou o Estado teriam que ressarcir o Náutico e pagar a multa de quebra contratual, que gira em torno de R$ 180 milhões. O Náutico poderia voltar a atuar nos Aflitos. Mas particularmente eu não retornaria. Eu faria um estádio moderno no espaço do centro de treinamento (na Guabiraba) e rentabilizaria a área dos Aflitos, com uma receita mensal em torno de 1,5 milhões por mês. Mas repito, essa seria uma decisão dos sócios.
Relacionamento com a Arena
Costumo dizer que uma boa negociação se inicia com o desarme de espírito. O ano passado foi um momento de muito conflito e choque entre a Arena e a atual gestão. Nós fizemos uma reunião no conselho deliberativo com o superintendente e o diretor comercial da Arena e a partir desse encontro tivemos algumas melhorias no relacionamento. Nada substancial, mas elas aconteceram, como vantagens para sócios no estacionamento e melhorias no acesso. Esses benefícios podem ser ampliados. A Arena é nossa parceira e tem interesse que o Náutico seja um clube de Série A. De repente com criatividade podemos buscar novos caminhos. Essa aprovação da volta da bebida alcoolica deve melhorar a renda da Arena. O Náutico pode ter uma co-participação nas vendas. Afinal quem vai consumir são os torcedores do Náutico. Já uma volta aos Aflitos com o atual contrato só se for de interesse da Arena. Mas não por benesse. Ninguém quer perder dinheiro. Se a Arena receber apenas metade dos jogos ela só vai pegar metade do que paga hoje. Do outro lado, o Náutico teria que arcar com R$ 2 milhões para colocar os Aflitos em ordem para receber 15 jogos por ano. E só jogos pequenos. E esse numero pode ser bem menor. Além de arcar com a manutenção do estádio. Seria como ter uma casa de praia para ir uma vez no ano.
Sócios e marketing
O clube hoje tem pouco mais de 3 mil sócios em dia. É muito pouco para a realidade do Náutico, que já chegou a ter 19.800 sócios em dia entre 1987 e 88. Hoje eu tenho uma meta bem racional e acredito que a gente pode vim a atingir seis ou sete mil sócios. Para isso é preciso requalificar a sede e ter um setor de marketing atuante. No tocante a requalificação da sede, a partir do dia 4 de janeiro já temos pessoas que serão responsáveis pela recuperação visual, com uma nova pintura, além da readequação dos sanitários.
Planos para o futebol
Convidei pessoas como Toninho Monteiro, Rubens Barbosa, Marcílio Sales, Paulo Pontes e Zeca Cavalcante por ter a consciência que os últimos títulos e acessos que o Náutico obteve foram capitaneados e as equipes foram formadas por essas pessoas. São pessoas que conseguiram formar times com criatividade, pois sabemos que enfrentaremos dificuldades financeiras. E essas pessoas possuem acesso às grandes agremiações. Além disso, vamos buscar atletas da região e procurar trabalhar forte com a utilização dos atletas da base. Sobre o valor da folha salarial, a gente primeiro vai ter que sentar com a diretoria atual e visualizar os números que nos teremos. A partir de 2016 teremos um fato novo que é a adesão ao Profut (programa de refinanciamento das dívidas fiscais) e com ele não poderemos atrasar o pagamento dos impostos. Por isso, o primeiro cheque do mês será para pagar os impostos. O segundo para pagar a folha do administrativo e a partir daí iremos equacionar a folha do futebol profissional. Não vou fugir das obrigações para as quais eu sempre lutei. Ao mesmo tempo, teremos que gerar receitas que hoje o clube não tem. Tenho, por exemplo, muita confiança na equipe de marketing que estamos montando. Também vamos buscar dinheiro com relacionamento e contatos. Com isso vamos montar um time para ser campeão.
Futebol de base
Se for eleito, pela primeira vez, o Náutico terá um ex-dirigente da base como presidente do clube. Fui atuante na base nos últimos 30 anos, inclusive sendo colaborador no início da atual gestão, quando Ivan Brondi (seu candidato a vice) assumiu a vice-presidência das divisões de base. É a grande oportunidade de se fazer um trabalho de forma permanente, um trabalho sério e de respeito. Não é pegando um atleta que cometeu um equívoco por ter feito um gol contra e descartá-lo e maculá-lo para o resto da vida que você constrói uma base forte. Você tem que dar apoio a esse jovem. No CT, Ricardo Malta voltará ao lado do ex-presidente João Guerra.
Esportes olímpicos
A atual diretoria teve um trabalho de ampliar os esportes amadores, o que eu acho interessante. Gosto de chegar na sede e ver jovens praticando as modalidades. Contudo, sou cauteloso. Acho que não se deve ampliar o numero de esportes amadores daqui para frente. Eles, em primeiro lugar, precisam ser auto sustentáveis. E em segundo lugar precisam gerar excedentes para as receitas do clube. Se eu recebo da escolinha e pago o professor, eu cobri os custos diretos. E os indiretos? Os custos da sede está aberta até a meia-noite, o estacionamento tomado. Outro cuidado será com os contratos. O professor é contratado por uma empresa, que é contratado por uma empresa terceirizada. Mas quando o profissional sai daquele contrato vai para a Justiça ele não tem piedade e aciona o clube. Não conhecemos esses contratos. Os conselheiros solicitaram ao atual vice-presidente de esportes amadores (Ubirajara Tavares, candidato a vice-presidente na chapa Vermelho de Luta, Branco de Paz) os contratos . E se não estou equivocado, até agora, eles não foram apresentados. Também não é interessante aumentar número de modalidades e deixar as tradicionais como o remo e o vôlei em condições precárias.
Futebol de base
Se for eleito, pela primeira vez, o Náutico terá um ex-dirigente da base como presidente do clube. Fui atuante na base nos últimos 30 anos, inclusive sendo colaborador no início da atual gestão, quando Ivan Brondi (seu candidato a vice) assumiu a vice-presidência das divisões de base. É a grande oportunidade de se fazer um trabalho de forma permanente, um trabalho sério e de respeito. Não é pegando um atleta que cometeu um equívoco por ter feito um gol contra e descartá-lo e maculá-lo para o resto da vida que você constrói uma base forte. Você tem que dar apoio a esse jovem. No CT, Ricardo Malta voltará ao lado do ex-presidente João Guerra.
Esportes olímpicos
A atual diretoria teve um trabalho de ampliar os esportes amadores, o que eu acho interessante. Gosto de chegar na sede e ver jovens praticando as modalidades. Contudo, sou cauteloso. Acho que não se deve ampliar o numero de esportes amadores daqui para frente. Eles, em primeiro lugar, precisam ser auto sustentáveis. E em segundo lugar precisam gerar excedentes para as receitas do clube. Se eu recebo da escolinha e pago o professor, eu cobri os custos diretos. E os indiretos? Os custos da sede está aberta até a meia-noite, o estacionamento tomado. Outro cuidado será com os contratos. O professor é contratado por uma empresa, que é contratado por uma empresa terceirizada. Mas quando o profissional sai daquele contrato vai para a Justiça ele não tem piedade e aciona o clube. Não conhecemos esses contratos. Os conselheiros solicitaram ao atual vice-presidente de esportes amadores (Ubirajara Tavares, candidato a vice-presidente na chapa Vermelho de Luta, Branco de Paz) os contratos . E se não estou equivocado, até agora, eles não foram apresentados. Também não é interessante aumentar número de modalidades e deixar as tradicionais como o remo e o vôlei em condições precárias.
Diario de Pernambuco

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