Fundos de pensão: lobista ligado a Renan suspeito
Uma anotação apreendida no dia das prisões do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) e do banqueiro André Esteves, ligando o BTG Pactual a uma suposta propina de R$ 45 milhões, trouxe para o centro da Lava Jato o nome de um lobista conectado ao presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL).
Capturada na casa do chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Ferreira, o manuscrito dizia que o dinheiro fora pago ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e cita como participantes da operação o executivo do BTG Carlos Fonseca "em conjunto com Milthon Lyra".
Segundo procuradores da Lava Jato, trata-se de Milton de Oliveira Lyra Filho (e não "Milthon", como o bilhete grafa equivocadamente).
Miltinho, 44, como é conhecido, já foi citado por delatores como operador de Renan no Postalis, o fundo de pensão dos servidores dos Correios. Quatro requerimentos para ouvi-lo foram apresentados na CPI dos Fundos de Pensão, mas não votados.
Da Folha de S.Paulo

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