Vice do Sport revela "resistência" de Eduardo Baptista por estrangeiros e mudança de perfil
"O que já vínhamos monitorando e deixou de ter restrição e abriu as nossas possibilidades", disse Arnaldo
Arnaldo Barros explicou que o clube já vinha monitorando jogadores de fora, mas esbarrava no perfil de trabalho do ex-técnico - fato que não acontece com Falcão
O Sport continua monitorando atletas de fora do Brasil. E não apenas necessariamente do mercado sul-americano. "Não é de hoje, de muito já vínhamos mapeando esse mercado. Temos programas de scout na internet e podemos monitorar atletas do mundo todo. Temos esse programa e uma equipe de análise de desempenho muito competente, que tem a função de ir a jogos adversários, colher informações, ver jogos de outros países e identificar talentos", afirmou.
Questionado, então, sobre o porquê de o Sport estar trazendo os primeiros reforços estrangeiros em dois anos (os últimos foram o zagueiro paraguaio Meza e o meia uruguaio Flores, no início de 2014, ainda sob o comando do então técnico Geninho), Barros justificou a incompatibilidade do desejo do antigo treinador - Eduardo Baptista, que atualmente está no Fluminense e mantém a filosofia, com ausências de estrangeiros no elenco carioca.
"O que acontece é que nosso técnico anterior, Eduardo, tinha uma certa resistência a atletas estrangeiro. Ele tinha suas convicções, achava difícil a questão da adaptação, achava complicado e sempre preferiu trabalhar com atletas nacionais. Ou encostados ou mais jovens. Era o perfil e essa comissão atual não tem essa dificuldade. Então, aquilo que já vínhamos monitorando e identificando deixou de ter restrição e abriu as nossas possibilidades", pontuou Arnaldo.
Com o mercado nacional inflacionado e com poucas opções, o aval do técnico Paulo Roberto Falcão para que o clube trouxesse estrangeiros acabou casando perfeitamente com as necessidades e o banco de dados recheado que o Leão já tinha em mãos. "Isso bateu ao encontro da nossa necessidade de buscar alternativas ao mercado brasileiro, já tão inflacionado. Hoje você vê Flamengo, Fluminense, todos pagando R$ 10 milhões a atletas de 18 anos e por aí vai. Temos que ter alternativas e fomos buscá-las", ressaltou.
Diario de Pernambuco

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