MPF PEDE AFASTAMENTO DE DESEMBARGADOR QUE CONCEDEU DOMICILIAR A CAVENDISH
PRESIDENTE DA DELTA CONSTRUÇÃO, FERNANDO CAVENDISH FOI ALVO DA OPERAÇÃO SAQUEADOR NA ÚLTIMA QUINTA-FEIRA, 30, JUNTAMENTE COM OS EMPRESÁRIOS CARLINHOS CACHOEIRA, ADIR ASSAD, MARCELO JOSÉ ABUD E CLÁUDIO DIAS ABREU
ADVOGADO DO DONO DA DELTA JÁ DEFENDEU IVAN ATHIÉ, O QUE QUALIFICA CONFLITO DE INTERESSES
O MPF também pede para que as decisões já tomadas pelo desembargador também sejam anuladas.
O motivo do pedido de afastamento é suspeição. Segundo MPF/RJ, o advogado Técio Lins e Silva, que defende Fernando Cavendish, um dos cinco presos na operação, já defendeu Athié no passado, o que configura conflito de interesses.
A procuradora regional da República Mônica de Ré, representante do MPF nos autos, disse que há inclusive demonstração de laços de amizade entre o desembargador e o advogado que representa Cavendish.
“Sem pretender fazer juízo de mérito sobre o julgamento realizado, não há como se recusar a constatação de que as circunstâncias descritas retiram do magistrado o distanciamento e a imparcialidade necessários à apreciação desse processo, sobretudo pelo fato de Fernando Antônio Cavendish Soares constar como parte”, disse a procuradora.
Operação Saqueador
Presidente da Delta Construção, Cavendish foi alvo da Operação Saqueador, desdobramento da Lava Jato, na última quinta-feira, 30, juntamente com os empresários Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, Adir Assad, Marcelo José Abud e Cláudio Dias Abreu.
Já no dia seguinte, o desembargador autorizou os réus presos a cumprir a prisão preventiva em regime domiciliar. Entretanto, devido a falta de tornozeleiras eletrônicas ocasionada pela crise financeira do estado, eles não foram liberados pela Justiça. Os cinco estão no presídio de Bangu 8, zona oeste do Rio, onde ficam os presos com diploma superior.

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