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sábado, 9 de julho de 2016

NÁUTICO - NOVO LÍDER ALVIRRUBRO

Com saídas de Eller e Ronaldo Alves, Júlio César volta a ser a principal líder no Náutico

Capitão do time, Júlio César divide a responsabilidade com o elenco: "Hoje temos outros tipos de líderes"

Goleiro chegou ao clube em 10 de julho de 2014 e desde então é uma das 


Quando se falava em capitão no Náutico, não havia problema. Júlio César, Fabiano Eller e Ronaldo Alves poderiam facilmente carregar a faixa que determina o líder da equipe em campo. Experientes e líderes natos, passavam tranquilidade a todo o time e principalmente ao sistema defensivo. Agora, após as saídas de Eller e Alves, restou ao camisa 1 do Náutico assumir essa função de principal referência no elenco. 
Capitão do Náutico, Júlio não é o mais velho deste time, mas ao menos é um dos mais antigos no elenco profissional. Só perde para os pratas da casa. Por isso, é um dos poucos que aparece nas coletivas quando a fase não é das melhores. Um peso que ele gosta de carregar e dividir quando necessário. 
“É um peso positivo. Ter uma liderança no grupo é sempre bom. Saíram dois líderes, mas chegam outros. Existe muito tipo de lidernaça dentro de um grupo e de formas totalmente diferentes. Hoje temos outros tipos de líderes que não vestem a faixa de capitão e gosto de dividir com eles essa função”, comentou.
Neste período, Júlio já foi herói, vilão e vez ou outra questionado. Uma destas ocasiões foi após a goleada de 5 a 1 sofrida para o Luverdense na 20ª rodada da Série B de 2015, a torcida do Náutico clamou por sua saída do time titular. Algo que não o abalou. Pressão é um fator com que ele sabe lidar desde a época de Corinthians e vê um lado bastante positivo na cobrança por títulos e acesso à Série A. 
“Você tem que ter sua autocrítica. Se ficar ligando para tudo o que falam, você fica meio louco. Tem que entender que futebol é paixão e momento. A pressão (no Náutico), se não for igual (a do Corinthians), não em questão de número de torcedores, em paixão é a mesma. Eles querem ganhar, querem estar na Série A e isto é válido. Onde você não tem cobrança, você não tem evolução. O que está faltando para mim no Náutico é um título e não quero sair daqui sem isso”, comentou.
Mudanças de técnicos
O título que Júlio persegue há quase dois anos, quando assumiu a titularidade no Náutico, já poderia ter acontecido há algum tempo. Desde que chegou ao clube, Alexandre Gallo é seu sétimo técnico. Tantas mudanças no comando, que o goleiro acredita que poderia ser menor para o bem do clube. “Acho que facilitaria a vida do Náutico. Infelizmente o futebol brasileiro é assim. Não se dá tempo para o técnico trabalhar e quando os resultados não aparecem, o técnico é o primeiro a pagar. Quando você tem uma continuidade e uma sequência para que eles possam implantar o seu trabalho”, analisou. 
Questionado sobre qual destes técnicos o capitão mais se identificou no clube, Júlio César não fugiu da fogueira. Foi categórico e explicou por que Gilmar Dal Pozzo foi o seu comandante com quem se entendia melhor. “Cada treinador tem seu estilo e sua maneira de trabalho, mas gostei muito de trabalhar com o Dal Pozzo. Por ele ter sido goleiro e poder me orientar em situações que ele entendia. Após alguns jogos ele comentava coisas que só quem é da posição pode te ajudar”, relembrou.

Diario de Pernambuco

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