Preparador físico do Náutico tenta justificar lesões e planeja evolução física no 2 º turno
Preparador físico Elliot Paes (D) tentou justificar as recorrentes lesões no elenco do Náutico na Série B
Elliot Paes explicou até o que ocorreu para que Yuri Mamute ainda não tenha estreado
Mais uma vez o Náutico procurou colocar panos quentes nas lesões com que o clube sofreu recentemente. Desta vez, Elliot Paes, chefe do departamento de preparação física do clube, foi até a sala de entrevistas para falar sobre o que o seu setor tem feito para minimizar as lesões. Apesar de falar muito, o preparador físico não trouxe nenhuma novidade. Parecia ainda buscar justificativas para a enorme quantidade de jogadores que frequentam o departamento médico nos últimos meses. Ao menos admitiu que o ocorrido não foi algo considerado normal e falou sobre as expectativas para o segundo turno.
“Quando chegamos no clube e pegamos os atletas com o campeonato em andamento. Tivemos que reorganizar muitas coisas e tivemos que dar um suporte para os atletas jogar contra o Salgueiro. Logo depois tivemos o Campeonato Brasileiro e a análise dos atletas foi feita com os jogos acontecendo. Durante o campeonato tivemos um momento de muitos jogos e nós tvemos que tentar colocar os atletas em melhores condições para o Gallo. Os atletas que chegaram conseguimos uma avaliação e tentamos fazer com que cada atleta, de acordo com a característica deles, estivessem em entregues nas melhores condições”, explicou Paes.
Na opinião do profissional, o ponto crítico foi o mês de junho, quando o clube teve oito jogos e prejudicou muito todo o elenco. “No mês de junho tivemos oito jogos e sabíamos que uma hora ou outra esses jogadores poderiam ter uma lesão ou não progredir. Agora, conseguimos dar uma respirada e saber realmente a condição em que eles se encontram. Traçamos o trabalho por pelo menos uma semana para equacionar os problemas que tivemos no primeiro turno para que eles suportem o 2º turno. Esse jogo do Criciúma também fará parte do planejamento para que todos suportem o restante da competição”, prometeu.
Recorrentes
O chefe da preparação física alvirrubra ainda falou sobre o complicado momento que a equipe enfrentou diante do CRB. Foram quatro jogadores lesionados e vários questionamentos sobre o trabalho que vinha sendo feito no clube. A lesão de Taiberson, que sofreu rompimento dos ligamentos do joelho, foi algo secundário naquele dia. O maior problema que Paes teve que explicar foi a lesão do atacante Yuri Mamute, que se machucou no aquecimento.
“Para quem está de fora é difícil ter um entendimento. Outros jogadores se lesionaram no aquecimento na própria semana que o Mamute se lesionou. São fatalidades que acontecem e não tem como controlar. No caso do Mamute, um atleta que estava na Grécia, e sabemos o tipo do trabalho que é realizado nestes países. No que Mamute nos apresentou, fizemos testes e tentamos uma evolução para ele estar em condições. Não podemos falar que o Mamute ou outro atleta estará pronto daqui a uma, duas semanas. Temos que avaliar no dia a dia. Depois da lesão do aquecimento traçamos outro planejamento para ele. Estávamos avaliando diariamente e mesmo com ele apresentando esse quadro, ele não apresentou nenhum sintoma de reincidência. Depois apresentou o quadro de dor. Conversamos com a fisioterapia, com o departamento médico e o novo exame constatou a lesão. Nós tivemos outros atletas que durante o jogo não tiveram nenhum sintoma e depois tiveram dor”, explicou.
Diario de Pernambuco

Nenhum comentário:
Postar um comentário