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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

NÁUTICO - NÃO SOU REFERÊNCIA

Hugo se enxerga como coadjuvante no Náutico e entrega papel de referência para dupla de ataque

"Hoje eu não ocupo mais esse cargo de protagonista. Eu estou mais para coadjuvante", disse o jogador


Meia disse que, por conta da idade, não consegue mais assumir o protagonismo, mas confia em Jefferson Nem e Rony: "Se querem ganhar dinheiro, têm que fazer gols"


Em meio ao grande número de atletas abaixo dos 23 anos contratados pelo Náutico no início da Série B, o nome de Hugo se destacou. Num elenco majoritariamente jovem, o meia de 35 anos chegou para servir de referência, tanto técnica quanto em termos de experiência. O camisa 10 alvirrubro, no entanto, não se enxerga dessa forma. Acredita que, por conta da idade, não pode ser mais exigido da maneira como fora em outros tempos. E, ainda que saiba da sua importância e tente ser um atleta participativo dentro da equipe, não se considera protagonista, mas sim um coadjuvante em meio a outros destaques.
"Eu procuro fazer o meu melhor em todos os clubes que passo. Procuro ser referência, chamar a responsabilidade. Mas hoje eu não ocupo mais esse cargo de protagonista. Eu estou mais para coadjuvante mesmo. Eu venho falando com Rony e Jefferson Nem, porque eles são jovens e têm que assumir essa responsabilidade. Se querem ganhar dinheiro, têm que fazer gols, driblar, sofrer faltas, cavar pênaltis... Foi o que eu fiz quando era jovem. Então acho que para obter sucesso, tem que ser dessa maneira", colocou o meia.
Apesar disso, ele se diz alegre por poder, mesmo com a idade avançada, desempenhar um papel de relevância dentro da equipe. Por causa disso, tenta se mostrar uma figura atuante dentro do grupo, mesmo que as responsabilidades que caiam sobre si não possam ser mais as mesmas.
"Fico feliz (pelo reconhecimento). Eu também vejo assim, mas quero dizer que não tenho que fazer gols todos os jogos. Não tenho que driblar dois, três. Não consigo mais fazer isso, até em função da idade mesmo. Tenho um desgaste maior. Mas eu procuro chamar a responsabilidade. Falo com um, com outro, mas sempre assumindo e também participando de todos os treinamentos, para eles verem que, apesar da idade, estou sempre participante na medida do possível."


Diario de Pernambuco

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