Sem assédio de quatro anos atrás, Yane Marques volta ao Recife para descansar e planejar futuro
"Estava ansiosa por esse momento. Foi muita ausência, muita viagem", disse Yane Marques
Pentatleta foi recebida pela família e garante que fica na ativa por mais um ano
“São ciclos muito pesados, mas o que está aqui é o que vale. A família e os amigos vindo receber. A alegria. Estava ansiosa por esse momento. Foi muita ausência, muita viagem. Então, estava realmente esperando que esse dia chegasse. É chegar em casa e descansar agora”, disse Yane, sem lamentar o resultado recente na Olimpíada. “Uma situação de medalha causa mais. Mas, para quem entende e acompanha de perto e vê a dedicação e o merecimento, está aqui para apoiar independente de medalha”, acrescentou.
Em casa, porém, Yane Marques terá pouco tempo de tranquilidade. No próximo mês, já mergulha em uma nova competição. Disputa o Mundial Militar. “Essa competição (Mundial) está em um período um pouquinho desfavorável. Eu vou ter alguns dias de descanso, mas vou voltar a treinar para competir. Naturalmente, não vai ser uma competição que vou estar bem fisicamente, no auge, por conta do momento. Mas eu vou treinar e chegar na melhor forma possível”, disse.
Contagem regressiva
Aos 32 anos, Yane Marques já caminha para os últimos capítulos da sua carreira profissional. A Olimpíada no Rio de Janeiro, muito provavelmente, foi a última da carreira. A aposentadoria é algo cada vez mais presente no discurso e nas conversas dentro de casa. O marido da esportista, Aloísio Sandes, ex-pentatleta, já entende e procura ajudar nos caminhos que virão pela frente.
“Até Tóquio, eu não sei. Não sei se ela vai querer mais quatro anos, mas, pelo menos um ano ou dois, apoio totalmente ela continuar. Tem que ter um período de transição para ela trabalhar em alguma outra área. Ela tem possibilidade de migrar para outro esporte, como a esgrima, ou seguir carreira de educadora física, como personal. Ela tem várias propostas para sentar e decidir o que ela quer “, avaliou.
Do outro lado, Yane brinca com o prazo dado por Aloísio. Não sabe, por exemplo, se suportaria mais dois anos pela frente com a rotina de treinos, viagens e competições. “Ele é otimista, com certeza. Um com certeza. O segundo está na conta dele”, finalizou, sorrindo.
Diario de Pernambuco

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