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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

O TODO PODEROSO DESPREZADO

PF DIZ QUE 'PALAVRA' DE ODEBRECHT NÃO É IMPRESCINDÍVEL E QUE NÃO HÁ ACORDO
O DELEGADO FILIPE HILLE PACE, DA POLÍCIA FEDERAL, DESPREZOU A PARTICIPAÇÃO DO EMPREITEIRO (FOTO: CASSIANO ROSÁRIO)

HÁ MESES O EMPREITEIRO TENTA FECHAR ACORDO DE DELAÇÃO PREMIADA

A força-tarefa da Operação Lava Jato esvaziou a importância de revelações que podem ser feitas pelo empreiteiro Marcelo Odebrecht. Integrantes da Omertà, 35ª fase da Lava Jato que prendeu o ex-ministro Antonio Palocci, disseram nesta segunda-feira, 26, que a ‘palavra’ de Marcelo Odebrecht não é ‘imprescindível’.
Há meses, o empreiteiro tenta fechar um acordo de delação premiada. Ele foi capturado na Operação Erga Omnes, em 19 de junho de 2015, e condenado a 19 anos de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Oficialmente, a Polícia Federal informou que ‘a postura atual do comando da empresa se mostra relutante em assumir e descrever os crimes praticados’.
Segundo a procuradora da República Laura Gonçalves Tessler, ‘não há acordo com a empresa (Odebrecht), então não há nesse sentido’.
“As investigações prosseguem. Não há acordo firmado, não há nada”, enfatizou.
O delegado Filipe Hille Pace, da Polícia Federal, afirmou que a Omertà foi deflagrada sem a necessidade de informações eventualmente transmitidas por Odebrecht.
O delegado desprezou a participação do empreiteiro. Segundo o delegado, Odebrecht não tem colaborado com as investigações da Lava Jato porque se cala frequentemente.
“Não pedimos medidas contra a empresa porque já temos material que embasou nossas dúvidas, provas concretas”, afirmou. “Todas as vezes que queríamos ouvir Marcelo Odebrecht ele ficou em silêncio.”
“Não é imprescindível a palavra do sr. Marcelo Odebrecht em vista da robustez das provas. Ele está preso, já sofreu três decretos de prisão preventiva. Então, não há necessidade de novas prisões contra Marcelo Odebrecht.”
COM A PALAVRA, A DEFESA DE ANTONIO PALOCCI
O criminalista José Roberto Batochio, defensor de Palocci, afirma que o ex ministro nunca recebeu vantagens ilícitas. Batochio disse que ainda não tem detalhes sobre os motivos da prisão de Palocci.
Batochio acompanhou Palocci à superintendência da PF em São Paulo.
O criminalista foi enfático ao protestar contra o que chamou de ‘desnecessidade’ da prisão do ex-ministro. Ele criticou, ainda, o nome da nova fase da Lava Jato, Omertà.
“A operação que prendeu o ex-ministro é mais uma operação secreta, no melhor estilo da ditadura militar. Não sabemos de nada do que está sendo investigado. Um belo dia batem à sua porta e o levam preso. Qual a necessidade de prender uma pessoa que tem domicílio certo, que é médico, que pode dar todas as explicações com uma simples intimação?”
“O que significa esse nome da operação? Omertà? Só porque o ministro tem sobrenome italiano se referem a ele invocando a lei do silêncio da máfia? Além de ser absolutamente preconceituosa contra nós, os descendentes dos italianos, esta designação é perigosa.”
COM A PALAVRA, A ODEBRECHT
A empresa não vai se manifestar sobre o tema. 


(AE)

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