Erros, cotas e expectativas de dinheiro a receber: Alírio Moraes expõe finanças do Santa Cruz
Alírio Moraes: "Foi um erro de estratégia financeira. Foi dada como certa uma receita que não entrou"
Presidente espera injeção de até R$ 4 milhões até fim do ano, admite falha no planejamento financeiro e diz que clube não consegue fechar contas no verde
Alírio projeta o recebimento de um valor de até R$ 4 milhões, que deve entrar no Santa até o término de 2016. Segundo ele, são R$ 1,7 milhões do restante a ser pago pela Conmebol devido à participação do time na Copa Sul-Americana, R$ 2 milhões de cotas de televisão e “o restante”, algo em torno de R$ 300 mil, referentes a patrocínio.
A quantia não é capaz de saldar as dívidas do clube, afirma o presidente. Porém, é fundamental para quitar despesas importantes, a exemplo das que mantém com o funcionalismo. “Na segunda-feira, devo passar fora para consolidar desbloqueios. O valor é insuficiente para pagar as contas que precisam ser pagas. Estou trabalhando no campo pessoal, com linhas de financiamento, de maneira que eu, de fato, espero que até o fim do ano, no Natal, possamos estar confraternizando com funcionários numa tranquilidade muito grande”, declarou.
O presidente assume a sua responsabilidade. Diz que errou nas contas no começo do ano. Esperava que repasse de fornecedor de material esportivo fossem maiores. Ansiava uma receita maior de bilheterias e também um aumento mais significativo no quadro de sócios (a intenção era chegar a 20 mil e hoje está na casa dos 9 mil). Também não esperava que o clube sofresse com sucessivos bloqueios judiciais, como os cotas de televisão e de parte do repasse da Conmebol.
“Foi um erro de estratégia financeira. Foi dada como certa uma receita que não entrou. O torcedor fica confuso com isso porque se fala em R$ 23 milhões anuais (de cotas da televisão). Numa conta rasteira, seriam R$ 2,3 milhões por mês (na verdade, R$ 1,9 milhão), mas para um clube que gasta R$, 3,5 milhões mensais pagando os seus passivos”, contou. “Sempre tenho pagamento de mês deficitário. Tenho que buscar diferença ou vou deixar de pagar compromissos. Fato é que funcionários foram sacrificados.”
Diario de Pernambuco

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