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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

ARBITRAGEM SUSPEITA

DIRETORA DO FMI PODE SER PRESA POR POSSIBILITAR DESVIO DE R$ 1,4 BILHÃO
LAGARDE TERIA BENEFICIADO EX-MINISTRO FRANCÊS EM IMBRÓGLIO JUNTO A BANCO PÚBLICO

LAGARDE TERIA BENEFICIADO EX-MINISTRO FRANCÊS EM IMBRÓGLIO JUNTO A BANCO PÚBLICO

O julgamento da diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, começou nesta segunda (12), em Paris. Lagarde é acusada de fazer vistas grossas a um desvio de € 404 milhões (R$ 1,4 bilhão) quando foi ministra da Economia francesa, entre 2007 e 2011. Ao ser lembrada pela presidente do tribunal parisiense, Martine Ract Madoux, de seu direito de permanecer calada, Lagarde não titubeou. "Não pretendo ficar calada", disse a acusada.
De acordo com a acusação, Lagarde teria criado um processo onde ela teve a decisão final e monocrática no imbróglio entre o banco público Crédit Lyonais e Bernard Tapie, empresário e ex-ministro francês. A solução foi recorrer a uma arbitragem privada, algo incomum e contrário à decisão dos órgãos consultivos. Ao final o processo, três juízes arbitrais decidiram repassar os € 404 milhões ao empresário.
Em 2015, a decisão da arbitragem privada foi anulada pela justiça, determinando o ressarcimento do valor ao erário e culminando no processo contra Lagarde. Se condenada, a diretora-geral do FMI pode ser sentenciada a até um ano de prisão, fora multa de € 15 mil (R$ 52 mil). O julgamento deve durar pelo menos uma semana.

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