O Exército assusta e estressa
A Região Metropolitana do Recife amanheceu assustada no último fim de semana com tanques, caminhões e jipes do Exército nas ruas fazendo a segurança da população. Os mais inadvertidos imaginaram tratar-se de um novo golpe militar ou uma intervenção federal no Estado. Mas, na verdade, é a operação ‘Leão do Norte’, que prevê a atuação das Forças Armadas no Grande Recife para realizar atividades de competência da Polícia Militar durante a operação padrão da categoria ao custo de R$ 2 milhões para o Governo Federal.
O valor foi repassado pelo chefe do Estado Maior das Forças Armadas, almirante Ademir Sobrinho, que veio acompanhar o ministro da Defesa, Raul Jungmann, na visita ao Recife. Ao todo, 3,5 mil militares devem atuar até o dia 19 de dezembro na Região Metropolitana. "O mais importante é a segurança. Temos o custo de R$ 270 mil para deslocar a tropa até aqui - cerca de três mil homens. O custo é de R$ 2 milhões por dez dias de operação", disse o almirante.
O ministro da Defesa lembrou que outros militares foram remanejados dentro do Estado. Em qualquer parte da cidade, era possível ver caminhões com soldados do Exército. O decreto do presidente Michel Temer prevê a atuação por dez dias das Forças Armadas no Estado, mas os militares podem ficar por mais tempo se for necessário. "Para nós, que fazemos a Defesa e as Forças Armadas, missão dada é missão cumprida”, disse Jungmann.
Como não há ainda greve da categoria, mas estado de greve, o policiamento do interior do Estado segue sendo feito pela Polícia Militar. "Os lançamentos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros estão normais no Estado. Estamos com funcionamento dos batalhões em todo estado e estamos com esse reforço na Região Metropolitana do Exército, mas quero garantir que o clima é de total tranquilidade e de trabalho. Não vai haver nenhum prejuízo à segurança. Vamos continuar trabalhando para Pernambuco superar os desafios para ser um Estado mais seguro", assegurou o governador.
A decisão do governador foi tomada depois que policiais e bombeiros militares fizeram uma passeata na sexta-feira passada, logo após a prisão do presidente da Associação dos Cabos e Soldados de Pernambuco, Alberisson Carlos, e do vice da associação, Nadelson Leite. Os PMs e bombeiros caminharam até o Palácio do Campo das Princesas, onde asseguraram que não há greve.
Mas ressaltaram que vão cumprir a decisão da última assembleia: sem adesão aos Programas de Jornadas Extra (PJEs) e manutenção da operação padrão. A prisão aconteceu na Praça do Derby, durante discurso do presidente em um trio elétrico no local. Para o advogado da ACS-PE, François Cabral, a prisão foi ilegal.
por Magno Martins

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