TEMER PEDIU R$ 10 MILHÕES A MARCELO ODEBRECHT, DIZ REVISTA VEJA
CLAUDIO MELO FILHO CITA EM SUA DELAÇÃO NA LAVA JATO APELIDOS COMO “JUSTIÇA”, “BOCA MOLE”, “CAJU”, “ÍNDIO”, “CARANGUEJO” E “BOTAFOGO” (FOTO: ABR)
PUBLICAÇÃO DESTA SEMANA TRAZ DELAÇÃO DE CLÁUDIO MELO FILHO
As informações são da revista Veja, em edição que chega às bancas nesta semana, que detalha como foi a entrega de dinheiro vivo, durante a campanha daquele ano, ao advogado José Yunes, amigo de Temer há 40 anos e que já se autointitulou “psicoterapeuta político” do presidente.
A existência do jantar e o pedido de apoio financeiro já havia sido alvo de uma reportagem da revista Veja, em agosto deste ano. Logo em seguida, a assessoria do então presidente interino confirmou a existência do jantar com Marcelo Odebrecht e afirmou que ele e o empresário conversaram “sobre auxílio financeiro da construtora Odebrecht a campanhas eleitorais do PMDB, em absoluto acordo com a legislação eleitoral em vigor e conforme foi depois declarado ao Tribunal Superior Eleitoral”. Segundo dados do TSE, a Odebrecht repassou 11,3 milhões de reais à direção nacional peemedebista em 2014.
No entanto, os recursos que Melo Filho cita em sua delação não foram depositados em contas partidárias conforme manda a Justiça Eleitoral. Segundo o depoimento do delator, um dos endereços de entrega do dinheiro teria sido a rua Capitão Francisco, nº 90, em São Paulo – a sede do escritório José Yunes e Associados.
Segundo a revista Veja, o vice-presidente da Odebrecht cita uma lista suprapartidária com deputados, senadores, ministros, ex-ministros e assessores da ex-presidente Dilma Rousseff que receberam propina da empreiteira.
Para provar o que disse, o delator apresentou e-mail, planilhas e extratos telefônicos. Uma das mensagens mostra Marcelo Odebrecht combinando o pagamentos a políticos importantes. Eles estão identificados por valores e apelidos como “Justiça”, “Boca Mole”, “Caju”, “Índio”, “Caranguejo” e “Botafogo”.
Claudio Humberto


Nenhum comentário:
Postar um comentário