Metas alcançadas, futebol, política e frustrações: presidente do Sport avalia gestão no clube
Em entrevista, João Humberto Martorelli diz que deixa Sport com "sensação de dever cumprido"
João Humberto Martorelli comenta ainda sobre finanças e Ilha do Retiro
Futebol
"No futebol, saio com a consciência do dever cumprido. Diante da diferença abissal que existe para os clubes do Centro-Sul, conseguimos nos manter nos três anos da nossa gestão na Série A. Isso é um feito extraordinário. Além de ter conquistado os títulos da Copa do Nordeste e Pernambucano de 2014 e vamos para a quinta Copa Sul-Americana. Claro que em 2016 tivemos algumas dificuldades, mas elas fazem parte do caminho. Conseguimos atravessá-las e vencê-las. Saio com a tranquilidade de ter deixado o Sport na Série A e mais do que isso, de estar deixando um time preparado, do goleiro ao ponta esquerda."
Quadro social
"Vamos ter na eleição de sexta-feira um número absolutamente inédito de sócios aptos a votar. Quando assumi a presidência, o Sport tinha apenas oito mil sócios adimplentes. E com as nossas campanhas, conseguimos aumentar esse número para 28 mil e vejo com muita satisfação que no processo eleitoral 26.500 sócios estão aptos, ou seja, estão adimplentes. Isso é um grande salto no futuro e na receita do Sport. E isso é um reflexo que estamos oferecendo bons serviços."
Finanças
"Retiramos o Sport de uma situação financeira desorganizada. Tínhamos, na porta do clube, oficiais de justiça e contas bloqueadas por conta de dívidas trabalhistas e fiscais. Mas, com o advento do Refis e com busca de recursos de forma austera e responsabilidade, transformamos o clube, que agora voltou a ter uma cidadania fiscal. Hoje, temos todas as certidões negativas, com todos os passivos pagos e saneados e as dívidas trabalhistas equacionadas. A nossa dívida fiscal era de R$ 50 milhões. O Refis está sendo pago em dia. Tanto que sequer entramos no Profut. Estamos deixando o clube com as contas saneadas e sem nenhuma cota de tevê antecipada. Todas as cotas serão recebidas pelas próximas administrações, sem qualquer dedução."
Projetos sociais"O Sport foi um multiplicador do bem. Envolvemos o Sport em grandes campanhas de cidadania e grandes causas importantes para a sociedade. Assinamos, junto com a Federação Pernambucana e outros clubes, uma campanha pela paz nos estádios além de outras ações objetivando isso com a campanha mãe segurança. Também tivemos um programa sensível e que, para mim como satisfação pessoal, já valeria a pena ter sido presidente do Sport que foi o Adote um Pequeno Torcedor. Tiramos da orfandade 17 jovens acima de 17 anos. Isso engrandece qualquer clube."
Frustração"A gente sempre quer mais. Em junho, falamos em metas do Sport para o Brasileiro, que era terminar no G4 do Brasileiro. Mas não garanti que o Sport iria. Porque isso faz parte do nosso planejamento estratégico de até 2018 disputar um campeonato internacional e, mais especificamente, a Libertadores. Ao longo do meu mandato isso não aconteceu, mas essa meta está dentro do nosso horizonte e espero que a próxima gestão dê continuidade. Outra frustração foi não ter iniciado a reforma da Ilha do Retiro. Mas deixo o assunto encaminhado. Hoje tive uma reunião com a Ernest & Young para a avaliação de projeto com sugestão de alternativas para a captação desses recursos."
Reeleição"Por princípio, sou contra a reeleição. Tenho tentado dar ao Sport uma cara nova, procurando fazer com que o clube fique atento as renovações. Acho que as antigas lideranças, ex-presidentes, devem opinar e serem ouvidos. Mas o Sport não pode ficar engessado a esse conjunto de lideranças antigas. Essas pessoas devem ser homenageadas, mas não podem continuar no comando do clube. A minha disputa é por esse movimento de renovação do clube."
Diario de Pernambuco

Nenhum comentário:
Postar um comentário