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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

SANTA CRUZ - ATUAÇÃO DE JÚLIO CÉSAR

Defesas firmes, uma falha e um "milagre": a estreia de Júlio César no Santa Cruz

oleiro falhou no gol do Campinense, mas se redimiu com uma defesa milagrosa nos minutos finais

Substituto de Tiago Cardoso na meta coral após seis temporadas, novo camisa 1 do time teve atuação regular contra o Campinense, em Campina Grande


A torcida do Santa Cruz começou a se acostumar nesta quarta-feira a ver outro gol defendendo a meta coral. Após contar com Tiago Cardoso durante as últimas seis temporadas, o ex-Náutico Júlio César estreou com a camisa 1 do Tricolor no empate em 1 a 1 contra o Campinense, no Amigão. Um erro que contribuiu para o gol do adversário, defesas firmes e um verdadeiro milagre que operou no fim da partida marcaram o primeiro jogo oficial do goleiro com a camisa do seu novo clube.

Após o fim da partida, Júlio César justificou o lance que resultou no gol do Campinense. "A única explicação que tenho é o vento. Na hora que houve a cabeçada para a área, a bola voltou e entrou. Estava ventando muito a favor e deu tudo certo para o gol deles." E avaliou a sua estreia. "Goleiro nunca fica satisfeito quando toma gol, mas foi uma boa estreia. Foi positivo. Consegui fazer algumas intervenções que ajudaram a euipe e eu me senti bem. A camisa caiu muito bem e eu estou me sentindo em casa."

Júlio César já havia participado de dois jogos-treinos, contra Agap e Timbaúba - ambos terminaram 3 a 0 a favor do Santa. Além disso, jogou o amistoso com do Paysandu - válido pela Taça Asa Branca e vencido por 1 a 0. Não foi vazado em nenhum deles, mas também não foi exigido. Frente ao Campinense, na estreia da Copa do Nordeste 2017, a defesa tricolor não o ajudou tanto.

A retaguarda do Santa Cruz cansou de falhar e ele precisou intervir diversas vezes. Impediu uma tentativa de Negretti, de Augusto (quando Jaime perdeu a bola na intermediária), consertou uma lambança de Eduardo ao se esticar para cortar uma bola na grande área e ainda salvou gol de Gilmar no primeiro tempo. Contou também com a sorte quando o mesmo Augusto acertou a sua trave esquerda.

Na etapa final, ele seguiu seguro debaixo das traves até os 38 minutos, no momento que a Raposa fez 1 a 0. Errou na saída da barra antes de Augusto cabecear a bola para dentro das redes. Redimiu-se, entretanto. Quando o jogo já estava 1 a 1, aos 45 minutos (dois após o gol de empate coral), operou um verdadeiro milagre. Lessinho chutou à queima-roupa, e Júlio César defendeu em um lance de puro reflexo. Intervenção fundamental para a manutenção do empate. "A defesa foi num momento importante, porque se nós tomássemos o gol naquele momento, não conseguiríamos o empate. O gol do goleiro é  fazer uma defesa dessas e ajudar a equipe", disse.



Diario de Pernambuco

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