"Sem mudar Previdência, sem dinheiro para deputados"
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quarta-feira (8) que os parlamentares com quem vem se reunindo compreendem que a reforma da Previdência "não é uma opção, é uma necessidade".
Ele disse que, devido ao teto limitador de gastos, se a reforma não for aprovada a participação da Previdência no total das despesas vai aumentar e progressivamente tomar espaço de outras programações financeiras, como as próprias emendas parlamentares —frutos de proposta de deputados para uso do orçamento divulgado pelo Executivo.
Meirelles se reuniu pela manhã com a bancada do PSD na Câmara e se encontrará durante a tarde com parlamentares do PP —na pauta, está a necessidade da aprovação das novas regras para as aposentadorias, que deve ser votada até junho.
"Evidentemente que uma reforma da Previdência é desafiadora em qualquer país do mundo. Acredito que está ficando claro para os parlamentares que a reforma não é uma opção, é uma necessidade", disse. "Não tem plano B."
Questionado se a classificação do Brasil por agências internacionais pode melhorar se a reforma for aprovada, Meirelles afirmou que é "uma tendência natural" que agências de rating melhorem a nota do Brasil se a reforma da Previdência for aprovada.
"Minha postura é a seguinte: faço dever de casa e a agência faz o dever de casa deles. Acho que é inevitável [a melhora da classificação do Brasil], se aprovar a Previdência, com o teto aprovado, o efeito é brutal", disse, durante evento em em Brasília. "Mas cada agência tem o seu timing."
Meirelles declarou ainda que, se a reforma da Previdência não for aprovada, a carga tributária terá que ser elevada em 10 pontos percentuais para compensar o rombo.
"Se nao fizermos nada teríamos que elevar a carga tributária em 10 pontos percentuais do PIB só para pagar o deficit [da Previdência]", disse.
"Se nao fizermos nada teríamos que elevar a carga tributária em 10 pontos percentuais do PIB só para pagar o deficit [da Previdência]", disse.
Folha de S.Paulo

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