Atuando no rival Joinville, Ciro relembra passado e revela sonho de voltar ao Sport
"Vai ser um jogo bastante emocionante para mim, muito especial por toda a história envolvida", disse
Grande promessa do Leão surgida na última década, atleta está com 27 anos
"Vai passar um filme na cabeça. Uma emoção. É diferente. Acho que eu fui praticamente criado na base do Sport e sinceramente eu não sei como é que vai ser. Não sei como vou ser recebido, porque faz tempo que não vou ao Recife. Mas espero que seja bem recebido, por tudo que eu e a torcida do Sport vivemos. Vai ser uma emoção muito grande. Vou fazer de tudo para ter esse reencontro. Vai ser especial para mim.”
As palavras respondem ao que representará o sentimento de reencontro. Seis anos após trocar a Ilha do Retiro pelo Rio de Janeiro, aquele que foi considerado a maior promessa rubro-negra desde Juninho Pernambucano, defende as cores do Joinville.
Nesta quarta-feira, às 21h45, na Ilha do Retiro, o Leão medirá forças com a equipe catarinense a fim de buscar a classificação às oitavas de final da Copa do Brasil. Em entrevista à reportagem do Superesportes, Ciro, de 27 anos, falou sobre o passado no Leão, o momento na carreira, planos para o futuro e reencontros.
Ainda em recuperação de um estiramento no abdômen sofrido último mês, Ciro, em relação divulgada pelo Joinville nesta segunda-feira, não voltará à Ilha do Retiro dessa vez. Na realidade, ele já está fora do departamento médico e voltou aos trabalhos com bola na última quinta-feira, mas ainda não está pronto. Antes disso, o mais próximo que Ciro chegou de enfrentar o Rubro-negro aconteceu ainda em 2012. Defendia o Bahia e chegou a ser relacionado em uma partida contra o Sport, em Salvador, pelo Brasileiro, mas o atacante não deixou o banco de reservas.
Confira abaixo uma entrevista concedida pelo atacante antes de saber que estaria fora da lista de relacionados para o jogo desta quarta-feira.
O momento no Joinville
Ciro integra o Joinville desde o início desta temporada. Entrou em campo em oito oportunidades, cinco dessas como titular. Não marcou nenhum gol. Foi relacionado em outras quatro partidas pelo Catarinense e Copa do Brasil, mas não chegou a ser acionado pelo técnico.
"O Joinville é um clube organizado, a cidade é boa. O clube dá uma boa qualidade para poder trabalhar. Faz pouco tempo que estou aqui, então apesar de estar morando aqui em Florianópolis, ainda estou em adaptação ao clube. E quando estava começando a ficar entrosado com os meus companheiros, acabei me lesionando. É uma coisa que claro que a gente sente. Mas tudo a fazer é trabalhar forte para recuperar espaço.”
Lembrança
No dia em que soube que o Sport seria o adversário do Joinville na Copa do Brasil, Ciro publicou em suas redes sociais uma foto relembrando um momento marcante para si na Ilha do Retiro: a conquista do pentacampeonato pernambucano em cima do Náutico em 2010. “Eu postei a foto porque foi nesse dia que fiquei sabendo que a gente ia pegar o Sport. Fiquei bastante feliz. A foto representa para mim e para torcida o que sempre foi minha passagem por lá. A de uma identificação, de ter jogado com amor a camisa. Hoje em dia é muito difícil ter isso no futebol. Sempre vesti a camisa com esse sentimento. Porque a torcida do Sport é isso, é raça e amor a camisa.”
O jogo
“Como profissional, espero um jogo difícil. É difícil ganhar do Sport dentro da Ilha, sempre foi e sempre vai ser. A torcida sempre faz a diferença lá dentro e o Sport sempre joga bem dentro de casa. Vai ser um jogo pegado, vamos precisar de bastante atenção e tentar fazer um bom resultado para vir aqui com uma boa vantagem. Como sentimento, vai ser um jogo bastante emocionante para mim, muito especial por toda a história envolvida.”
Reencontros: Durval, Magrão e Daniel Paulista
“Acho que por estar em outro momento, mais maduro, mais velho, quando saí de lá ainda era um garoto, vai ser bom reencontrá-los. Porque eles foram um espelho para eu me tornar um jogador profissional de futebol. Espero vê-los, dar um abraço forte, porque eles fazem parte da minha história. Infelizmente não tenho mais contato com ninguém daquela época. É das desvantagens do futebol, a gente viaja muito e quando vê, perdeu o contato com todo mundo.”
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