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domingo, 11 de junho de 2017

OPERAÇÃO LAVA JATO

DEFESA DE AÉCIO NEGA EXISTÊNCIA DE MOTIVOS PARA NOVO PEDIDO DE PRISÃO
PARA ALBERTO TORON, ACUSAÇÃO DE CORRUPÇÃO CONTRA AÉCIO "NÃO PARA EM PÉ". (FOTO: JF DIÓRIO/AE)

ADVOGADOS PÕEM EM DÚVIDA GRAVAÇÃO QUE AINDA ESTÁ SOB PERÍCIA

A defesa do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) voltou a negar o teor as acusações feitas com base nas delações dos executivos da JBS. O procurador-geral da República (PGR), Rodrigo Janot, reforçou ontem (9) o pedido de prisão preventiva do tucano por considerar que o delito é de alta gravidade e há risco de reiteração dos crimes. Segundo o Ministério Público, as gravações feitas pelos donos da JBS mostram o senador afastado pedindo propina e tentando obstruir as investigações da Operação Lava Jato.

"A principal prova acusatória da suposta corrupção é a gravação feita por um então aspirante a delator que, além de se encontrar na perícia para comprovação da autenticidade e integridade, retrata uma conversa privada, dolosamente manipulada e conduzida pelo delator para obter os incríveis e sem precedentes benefícios", rebate a defesa de Aécio em nota. "A defesa tem a convicção de que demonstrará a absoluta correção das condutas do senador Aécio Neves."

Para o advogado Alberto Zacharias Toron, que atua na defesa do senador afastado, a acusação de corrupção "não para em pé", pois o suposto de pedido de propina seria na verdade negociação para a compra de um apartamento da família de Aécio pelos donos da JBS. "A conversa gravada clandestinamente pelo delator refere-se a uma relação privada, desvinculada de bens e interesses públicos", diz o advogado. A defesa também refutou acusações de que o senador teria beneficiado o frigorífico durante seu mandato de governador de Minas Gerais. "Corrupção, portanto, não há."

Sobre a acusação de obstrução à Justiça, a defesa de Aécio alega que a fundamentação do Ministério Público parte das posições do senador afastado em relação a determinados projetos de lei, o que configura violação do princípio básico de separação de poderes na visão da defesa. "Objetiva o PGR criminalizar o livre exercício de legislar, pois, em termos simples, não gostou do modo de votar do senador Aécio Neves", diz a nota.

Toron diz ainda que a "suposta influência" de Aécio na troca de delegados que atuam na força-tarefa da Lava Jato se trata de conversa privada, "quase sempre" induzida pelo delator, "sem qualquer consequência prática". Segundo o advogado, o diálogo reflete o sentimento do senador afastado com o tratamento recebido durante as investigações.


Diario do Poder

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