Náutico se prejudicou com longos períodos sem jogos
Roberto Fernandes, técnico do Náutico Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco
Técnico Roberto Fernandes acredita que tabela da Série B foi mal elaborada
Para piorar, o duelo contra o Tricolor é decisivo para o futuro de ambos o times. "É um clássico em que as duas equipes estão no desespero, é uma realidade nossa. Creio que quem perder esse jogo praticamente está carimbando a ida para a Série C do Campeonato Brasileiro. Um empate é muito ruim para os dois também", observou o atacante William.
Em 13 das 32 partidas disputadas na competição, o Náutico passou mais de cinco dias sem entrar em campo. Período da “semana cheia”, comemorado pelos técnicos para recuperar atletas cansados e lesionados, além de aumentar o nível de entrosamento do grupo. No caso dos alvirrubros, porém, o prazo maior não se traduziu em grandes exibições.
Quando teve mais tempo entre um jogo e outro, o Náutico só venceu duas vezes, diante de Brasil de Pelotas (após 12 dias sem jogar) e Guarani (após oito dias). Nos demais confrontos, dois empates e nove derrotas. Aproveitamento de 20,5%.Nos outros 21 duelos com um tempo mais curto de preparação, o rendimento pulou para 35%. Foram cinco triunfos, cinco resultados de igualdade e nove tropeços.
A irregularidade em alguns pontos da tabela da Segundona irritou o clube. Em dez dias, o Náutico entrou em campo quatro vezes, da 29ª até a 32ª rodada. Enfrentou o Guarani, no dia 14 deste mês, depois CRB (17), ABC (20) e Juventude (24). Apenas em termos de comparação, a mesma quantidade de jogos foi disputada pelo clube em quase um mês, entre a 22ª e a 25ª rodada do torneio.
FolhaPE
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