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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

SANTA CRUZ - TRANSFERINDO RESPONSABILIDADE

Presidente volta a culpar bloqueios por queda consecutiva

                                                  Presidente do Santa Cruz, Alírio Moraes                                                     Foto: Santa Cruz/Divulgalção

Para Alírio Moraes, as cotas retidas comprometeram o planejamento financeiro do Santa Cruz na temporada 2017

O Santa Cruz sempre viveu problemas financeiros em seus 103 anos de história. As dívidas do passado dificultam no presente. A nova crise que o clube passa veio à tona ainda no segundo semestre de 2016, marcado pelo rebaixamento da Série A para a B. Nesta temporada, o roteiro se repetiu no Arruda e terminou em outra queda um ano depois. Desta vez, caiu num buraco mais fundo: Terceira Divisão do futebol brasileiro.
Com um fim de gestão doloroso, o presidente Alírio Moraes usou um discurso idêntico ao do ano passado para dar explicações sobre o que provocou o descenso. De acordo com o mandatário, o Santa contava com cotas para sobreviver na temporada, mas a maioria delas foi bloqueada por conta de processos na Justiça do Trabalho.
“Esse ano o cenário foi de uma crise econômica de uma grande proporção. Perdemos receitas importantes para honrar os compromissos. O nosso plano financeiro (traçado) era de manter o clube operando durante o triênio, mas enfrentamos problemas significativos”, comentou.
As verbas presas comprometeram o planejamento, porém o clube conseguiu arrecadar com premiações. Na Copa do Nordeste, ganhou R$ 1,6 milhão por chegar até as semifinais. Já no Campeonato Pernambuco, cerca de R$ 950 mil, além de uma cota de R$ 1,05 milhão pela disputa das oitavas de final da Copa do Brasil.
Pela falta de recursos, os salários atrasados têm infernizado os bastidores. A situação é grave. O elenco não recebe há três meses, enquanto os funcionários estão com mais de cinco folhas em aberto. “O nosso passivo vem sendo pago, mas falta dinheiro para pagar o presente. Cada mês aparece uma penhora (leilão) do estádio e a gente não tem receita para abraçar as obrigações”, finalizou o presidente Alírio Moraes.

FolhaPE

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