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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

PEDINDO DESCULPAS

Chefe da PF se desculpa: críticas à investigação de Temer

Diretor-geral da PF procurou explicar a delegados e agentes da PF suas declarações à agência Reuters

Em reunião nesta quarta-feira (14) com representantes de entidades de delegados e agentes, o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, fez um mea culpa sobre as declarações que concedeu à agência Reuters a respeito do inquérito que investiga o presidente Michel Temer. Ele também concordou que deve se abster de novas declarações à imprensa sobre casos em andamento.
No encontro com os delegados, Segovia demonstrou que se arrependeu de ter feito comentários sobre inquérito que trata do presidente, que ainda está em andamento na PF e no STF (Supremo Tribunal Federal). Na entrevista à Reuters, divulgada na última sexta-feira (9), o diretor-geral disse que as provas coletadas até aqui são frágeis e indicou que o destino próximo do inquérito será um pedido de arquivamento.
No encontro, mais cedo, com o presidente da Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais), Luís Boudens, o diretor-geral reconheceu que teria sido "espontâneo demais" ao falar do inquérito e concordou com a sugestão de não dar mais declarações sobre investigações que estão em andamento no órgão, além de ter "mais prudência" em futuras entrevistas.
O encontro com os delegados foi marcado por Segovia e durou cerca de uma hora com a direção executiva da ADPF e com a presidente da Fenadepol (Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal), Viviana da Rosa. Ao final do encontro, a PF preferiu não se manifestar sobre o encontro e informou que Segovia só falará sobre o assunto ao ministro do STF, Luís Barroso, na próxima segunda-feira (19).
Quando os delegados indicaram a Segovia a necessidade de ele ser mais comedido nas manifestações à imprensa, o diretor-geral concordou com a sugestão de que deve submergir no noticiário, evitando novas entrevistas. Para o delegado Edvandir Paiva, o ponto mais importante da conversa foi Segovia reafirmar que "não interferiu nem vai interferir" em investigações da PF. Mas Paiva reconhece que o quadro de "mal-estar" continua na corporação.

Folha de S.Paulo

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