Com multidão a cada jogo, Recife Antigo vira polo de personagens da Copa do Mundo
Cais da Alfândega fica em clima de carnaval para mais uma partida da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo
Quem não pôde ir à Rússia assistir aos jogos, elegeu espaço no Cais da Alfândega como central para torcer pela Seleção e aproveitar clima de carnaval
O Cais de Alfândega, no Recife Antigo, vem se firmando como o polo oficial datorcida dos recifenses na Copa do Mundo de 2018. Quem não pôde ir à Rússia assistir aos jogos da Seleção Brasileira, elegeu o espaço como central para torcer e se sentir a festa do futebol e ainda com um toque de carnaval.
Nesta segunda-feira, os arredores do polo ficaram, novamente, tomado pelas cores verde, amarela e azul de uma multidão que vem cada vez mais confiante com os resultados da Seleção e começa a alterar até o trânsito no Recife Antigo. Desde o início da manhã, a ponte do Limoeiro, que liga o bairro de Santo Amaro ao bairro do Recife, ficou fechada para veículos, por exemplo.
Segundo a organização do evento, nos quatro dias de jogos, a arena teve lotação máxima com 15 mil pessoas dentro do polo e mais uma multidão que, mesmo sem conseguir entrar, acompanha às partidas do lado de fora. É tanto torcedor, que a Prefeitura do Recife precisou colocar um telão no boulevard da Avenida Rio Branco para espalhar a torcida.
A alegria, o entusiasmo e a energia dos recifenses, que não medem esforços para acompanhar a Seleção, mesmo numa manhã de segunda-feira, mostra a importância que o futebol tem para os brasileiros. No meio de milhares de torcedores, têm aqueles que se destacam por estar lá todos os jogos. Entre eles, Natalício Nazário, de 48 anos, que todas as partidas aparece com uma fantasia diferente. Dessa vez, ele veio com uma roupa ornamentada com as cores verde e amarela “em homenagem ao hexa”.
“Mais do que ver o jogo, a graça é brincar. Aqui eu brinco e animo a galera”, explica Natalício, que também conta o motivo de vir sempre com roupas diferentes para a torcida. “Faz parte da tradição. Brasileiro é folclórico. Se eu não vier fantasiado, não tem graça."
O também pintor Eduardo Correia, 43, acendeu uma vela para Santo Antônio no jogo do Brasil contra a Costa Rica. Para a partida contra o México, ele acendeu para São Sebastião. No momento em que contava à reportagem sobre a “promessa” que havia feito, Neymar marcou o primeiro gol do Brasil, aos seis minutos do segundo tempo. E toda a tensão em cima dos recifenses que assistam aflitos os brasileiros em campo, dissipou-se e a rua virou uma grande festa.
Já Firmino marcou o segundo aos 43 minutos e levou a torcida, que acreditava que o jogo iria terminar no 1 a 0, à loucura. Ferreirinha, que todas as Copas também se fantasia e também um dos torcedores-símbolos do Sport, disse que a sua roupa vai trazer o hexa para o brasileiros. Já até carrega a taça nas mãos. “A energia das pessoas aqui, vai fazer o Brasil vencer”, conta ele, emocionado com a vitória da Seleção.
Diario de Pernambuco


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