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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

CAMPEONATO BRASILEIRO

Sport volta a jogar mal, sai perdendo e consegue o empate com a Chape no apagar das luzes

Leão voltou a fazer uma péssima partida na Ilha do Retiro e por pouco não saiu derrotado em casa


Carlos Henrique marcou gol rubro-negro aos 46 do 2º tempo e evitou quinta derrota consecutiva do Leão na Série A; técnico rubro-negro está ameaçado


 Torcida impaciente, protesto ao presidente do clube, Arnaldo Barros. Gritos de “burro” direcionados ao técnico Claudinei Oliveira. Jogadores sem inspiração. Futebol sem vida. A quinta derrota consecutiva do Sport já parecia certa quando, aos 46 minutos do segundo tempo, o atacante Carlos Henrique foi premiado pela briga individual que ele travou na partida da noite deste domingo. Empate que, se esteve longe de ter um sabor de vitória, pelo menos quebrou uma sequência de quatro reveses seguidos do Leão no Campeonato Brasileiro com o primeiro ponto do time conquistado após volta da Copa do Mundo. 

O ponto somado pelos rubro-negros, porém, pouco ameniza a situação de Claudinei Oliveira. Afinal, já são sete partidas consecutivas sem vitória na competição. Mais do que isso, a equipe não consegue reagir e segue apresentando um futebol abaixo da crítica. O fato é que o treinador rubro-negro está na berlinda. Agora na 12ª posição, com 20 pontos, o Sport volta a campo no próximo domingo, quando recebe o líder São Paulo, novamente em casa.

O jogo

A derrota de 4 a 1 para o Flamengo, na última rodada, provocou uma série de mudanças na escalação do Sport para enfrentar a Chape. Mas não alterou o principal: a postura passiva da equipe em campo. Insatisfeito com o desempenho do time, o técnico Claudinei Oliveira sacou os medalhões Rafael Marques e Michel Bastos, além do zagueiro Léo Ortiz e do lateral direito Raul Prata. Entraram Ernando, Cláudio Winck, Andrigo e Carlos Henrique. As mudanças não surtiram o efeito esperado. Com lesão de última hora, Michel Bastos sequer ficou no banco.

Desde o início da partida, o Leão voltou a apresentar a mesma dificuldade das últimas rodadas na criação das jogadas. Tentando fazer uma marcação sob pressão, encontrou do outro lado uma estratégia parecida. Com muitos erros individuais repetidos por Winck, Marlone e Andrigo, por exemplo, o Sport viu a Chape sair na frente novamente em um contra-ataque - bem como tem ocorrido com o time desde o pós-Copa do Mundo. Aos 12, Yann ganhou no corpo de Deivid, passou fácil de Ronaldo Alves e bateu voltando para Wellington Paulista abrir o placar.

O gol deixou a equipe rubro-negra ainda mais nervosa em campo. A cada ataque catarinense, um desespero. A primeira finalização do Sport, ainda que sem muita direção, saiu aos 21, com Sander. A única chance real de gol rubro-negra veio aos 34. Marlone bateu falta e Fellipe Bastos testou. Batido no lance, Jandrei só torceu ao ver a bola ir para fora. 

Levemente melhor na partida, o Leão ainda conseguiu assustar por duas vezes, ambas de cabeça, com Ronaldo Alves e Fellipe Bastos, aos 38 e 46 minutos. Com um futebol precário, sem conseguir criar jogadas no meio de campo e tendo em Andrigo, Winck e Gabriel expoentes da inoperância na etapa inicial, acabou indo para o intervalo sob vaias.

Segundo tempo

Na volta para o segundo tempo, Claudinei Oliveira sacou o volante Deivid para a entrada do atacante Rafael Marques. Mais ofensivo e tentando imprimir uma blitz no adversário, o Sport chegou perto do empate aos 7 minutos. Gabriel pegou sobra na entrada da área e quase marcou um golaço. Com a Chape só se defendendo, o Leão foi apertando. O empate parecia questão de tempo. Finalização de com Fellipe Bastos - arriscando até em excesso de fora da área. Em seguida, Rafael Marques. Depois, inexplicavelmente, o Sport parou.

Sem conseguir construir as jogadas, Claudinei tentou mais duas alterações. Neto Moura na vaga de Marlone. E, por último, Hygor, na de Andrigo. As duas alterações vieram entre vaias e chamados de “burro” ao treinador. O fato é que, aos 32, foi a Chapecoense que chegou perto de ampliar. Canteros recebeu na área, girou e bateu para grande defesa de Magrão. Com a torcida impaciente e sem conseguir quebrar a retranca da Chapecoense, os rubro-negros pareciam certos da quinta derrota seguida quando, aos 46, Cláudio Winck cruzou, a bola passou por Rafael Marques e acabou na cabeça de Carlos Henrique, que empatou o jogo.

Ficha do jogo

Sport 1
Magrão; Cláudio Winck, Ronaldo Alves, Ernando e Sander; Deivid (Rafael Marques), Fellipe Bastos, Andrigo (Hygor), Gabriel e Marlone (Neto Moura); Carlos Henrique. Técnico: Claudinei Oliveira.

Chapecoense 1
Jandrei; Eduardo, Douglas, Rafael Thyere e Bruno Pacheco; Amaral, Elicarlos (Orzusa), Márcio Araújo e Yann Rolim (Canteros); Osman (Bruno Silva) e Wellington Paulista. Técnico: Gilson Kleina.

Local: Ilha do Retiro, no Recife.
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG/Fifa).
Assistentes: Guilherme Dias Camilo (MG/Fifa) e Sidmar dos Santos Meurer (MG).
Gols: Carlos Henrique (46’ do 2ºT) (S); Wellington Paulista (12’ do 1ºT) (C).
Cartões amarelos: Sander (S); Bruno Pacheco (C).
Público: 6.787.
Renda: R$ 81.640,00.


Diario de Pernambuco

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