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terça-feira, 21 de agosto de 2018

O NOVO POSTE PETISTA

O dilema do PT: conseguir acender o poste Haddad

É inegável a força eleitoral de Lula e a sua capacidade de transferir votos. Em 2010, no embalo de um crescimento econômico de 7,5%, ele emplacou nas urnas Dilma Rousseff e o vice Michel Temer — seus dois primeiros sucessos com postes. Dois anos depois, repetiu a proeza elegendo Fernando Haddad prefeito de São Paulo. A receita começou a desandar em 2014, com o fiasco de Alexandre Padilha — seu poste para o governo de São Paulo — e a reeleição da chapa Dilma/Temer, um aparente sucesso que se revelou um grande fracasso.
 A uma crise econômica, sem precedentes, somaram-se razões políticas que derrubaram Dilma. Uma delas nobre, a pressão das ruas, estimulada por um evidente estelionato eleitoral. Foi ela que deu respaldo popular ao impeachment e, mesmo com todas as provas na Justiça Eleitoral, não cassou a chapa com Temer na Justiça Eleitoral por mais um cavalo de pau de Gilmar Mendes. Temer venceu Dilma no tapetão e na disputa com o Centrão e fisiológicos em geral na batalha do impeachment.
Mas Dilma, de quem Temer tinha medo, virou estorvo para os políticos por não ter conseguido atender a pressão de Lula, Renan, Sarney, Aécio, Temer, Jucá etc. para barrar a Lava Jato. Só não atendeu, além do próprio receio, porque as investigações comandadas pelo juiz Sérgio Moro já haviam chegado a tal ponto que ela não tinha mais condições de brecá-las. Isso se comprovou com a troca de Dilma por Temer, mudança que, segundo o armador Romero Jucá, faria com que o acordo com todos, inclusive com o Supremo, seguraria a sangria da Lava Jato. Não segurou.
Depois da queda de Dilma, Lula não conseguiu iluminar novos postes.

Andrei Meireles - Blog Os Divergentes

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