Efeito Dilma pesa sobre Haddad nesta eleição
A pesquisa Datafolha divulgada ontem traz o efeito negativo do governo Dilma Rousseff sobre o candidato do PT, Fernando Haddad. Segundo o blog do Valdo Cruz, o levantamento mostra que, para os entrevistados, Haddad faz mais promessas que não serão cumpridas e não é o mais preparado para combater o desemprego.
Na eleição de 2014, Dilma ganhou a eleição do tucano Aécio Neves com promessas na área econômica que, depois, não cumpriu. Pelo contrário, adotou um receituário que ela criticava. Acabou sendo acusada de estelionato eleitoral e gerando uma das piores recessões na economia brasileira. O resultado foi o aumento do desemprego no país.
Durante a atual campanha, Fernando Haddad buscou esconder a gestão Dilma Rousseff. No início, tinha até dificuldades em admitir os erros cometidos pela petista. Depois, passou a reconhecê-los, mas sempre com atenuantes. Só que a imagem negativa do período dilmista parece ter colado no atual candidato do PT.
Segundo a pesquisa Datafolha, 48% dos entrevistados apontam que Fernando Haddad é o candidato que faz mais promessas que não poderão ser cumpridas. Jair Bolsonaro (PSL) foi citado por 33% dos entrevistados. O resultado é um sinal de uma associação de Haddad com o último governo de Dilma Rousseff à frente da Presidência.
O PT parece ter perdido também um discurso que sempre explorou eleitoralmente, mas tendo como referência os dois mandatos do governo Luiz Inácio Lula da Silva, quando foram gerados mais de 10 milhões de empregos. No levantamento do Datafolha, Bolsonaro surge na frente de Haddad como o candidato mais preparado para combater o desemprego: 47% a 37%.
Também na área social Fernando Haddad amarga uma reação negativa do eleitorado ao PT. Na pergunta sobre o candidato mais preparado para gerir a área da saúde, Bolsonaro tem 44%, contra 39% do petista.
Até na área em que Haddad foi ministro, a Educação, o cenário não é positivo para ele. Bolsonaro e Haddad aparecem empatados quando o eleitor é questionado sobre qual candidato pode gerir melhor o setor: 45% para o deputado do PSL contra 43% do petista.
Haddad só ganha de Bolsonaro quando o entrevistado é questionado sobre qual candidato representa mais os pobres.

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