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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

MULHERES TORTURADAS

Mulheres ficavam até três dias sem comer em casa mantida por pastor, diz polícia

Casa mantida por pastor na Zona Rural do Cabo de Santo AgostinhoFoto: Divulgação/Polícia Civil


O pastor trancava as mulheres todas as noites numa casa com janelas gradeadas e porta sem maçaneta

Na tarde desta quarta-feira (16), a Polícia Civil de Pernambuco fez uma coletiva para apresentar os detalhes do caso do Pastor Eddy de Jesuspreso temporariamente pela manhã. O pastor trancava nove mulheres e três crianças todas as noites em uma casa com janelas gradeadas e porta sem maçaneta na Zona Rural do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife (RMR).

No local, não havia iluminação e elas ficavam até três dias sem receber nenhuma alimentação. Às vezes, o castigo incluía soltar duas cobras que ele criava na casa fechada. O pastor nega todas as acusações. 

A delegada Natasha Dolci, titular da delegacia do Cabo de Santo Agostinho, está apurando a informação dada pelo pastor de que o poder judiciário encaminhava as dependentes químicas para o abrigo, que não tinha autorização para funcionar. 
igreja que o pastor fundou não tem sede, mas tem muitos seguidores que o defendem cegamente, segundo testemunhas. Ainda de acordo com a delegada, a prisão temporária foi decretada como medida preventiva, pois havia risco de destruição de provas e coação de testemunhas. O pastor foi encaminhando ao Centro de Observação Criminológica e Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, e responderá por crime de tortura. 

 
Entenda o caso: 
Mulheres estavam sendo torturadas em uma casa de acolhimento clandestina que fica na zona rural do município de Cabo de Santo Agostinho, Região Metropolitana do Recife (RMR). Quatro adolescentes e nove adultas estavam sofrendo agressões físicas e psicológicas pelo responsável do local, o pastor da Igreja Ministério Pentecostal Encontro de Vasos, Eder de Jesus. A casa, que fica no Engenho Novo, tinha como objetivo tratar pessoas com dependência química e estava funcionando há seis meses. 

Segundo o presidente do Conselho de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Cabo de Santo Agostinho, Carlos Antônio, as mulheres relataram que sofriam, diariamente, tortura psicológica e física. "O pastor gritava com as mulheres, as ameaçava trancar em um quarto escuro com duas cobras, que ele criava, e se elas contassem a alguém o que acontecia na casa, sofreriam consequências."



FolhaPE

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