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domingo, 21 de abril de 2019

SEMANA SANTA

Fiéis 'renascem' apoiados na força da devoção

Luciano Félix de Santana começou a sentir fortes dores de cabeça. Passou por vários médicos. Até descobrir que o problema era espiritualFoto: Leo Malafaia


Em época de celebrar a ressurreição de Jesus Cristo, pessoas contam como a fé as amparou em dificuldades e foi fundamental no processo de superação

“Por que vocês estão buscando entre os mortos aquele que vive?”, teriam ouvido as primeiras testemunhas da ressurreição, mulheres que visitavam o sepulcro de Jesus Cristo ao terceiro dia de sua morte, de acordo com as escrituras sagradas presentes na Bíblia. Através dos anos, milhares de fiéis vivenciam, em todo o mundo, a semana em que o Filho de Deus foi crucificado, morto e sepultado, mas ressurgiu dos mortos e subiu aos céus, acontecimento lembrado todo Domingo de Páscoa. 

Essa seria a promessa deixada àqueles que, por meio dessa paixão, buscam vida, amor e misericórdia. Como é o caso de Raphael, Ronaldo e Luciano. Eles encontraram em suas religiões a salvação que necessitavam. Os três enfrentaram doenças que desafiaram a medicina e, de condenados à morte, receberam a oportunidade de renascer amparados pela fé. “Você sabia que Raphael significa ‘curado por Deus?’”, questiona Raphael da Silva Ribeiro, 24 anos, membro da igreja evangélica Congregacional Renovada. Aos 14 anos, ele foi diagnosticado com linfoma não-hodgkin (LNH).

“Eu tocava saxofone, algo que exige muito fôlego. Mas comecei a passar mal quando tocava. Ficava sem ar”, lembra. “Fui investigar para saber o que era. Tinha que tomar medicação para conseguir dormir.” Ele conta que, mesmo sem saber se o tumor era benigno ou maligno, os médicos já sabiam que era agressivo. “E aí foi detectado um tumor maligno em uma área muito crítica. Passei um mês e meio na UTI fazendo pulsão, duas vezes por semana, ganhando tempo para resolver o tratamento e a cirurgia. O fígado e o baço estavam maiores, o pulmão estava praticamente sem vida porque estava parado e o coração em risco”, lembra. 



FolhaPE

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