Em penhora de processo movido por Lúcio Surubim, Náutico pode perder troféus do hexa
Ex-jogador e ex-dirigente alvirrubro cobra dívida trabalhista avaliada em mais de R$ 841 mil; execução envolve taças do Estadual entre 1963 e 1968
Alguns dos troféus de uma das conquistas mais marcantes - se não a mais importante - do Náutico estão sob júdice. Devido a processo trabalhista movido pelo ex-jogador e ex-dirigente alvirrubro Lúcio Surubim, com débito avaliado em R$ 841.118,82 (oitocentos e quarenta e um mil, cento e dezoito reais e oitenta e dois centavos), o Alvirrubro foi notificado da execução de penhora dos troféus obtidos nas conquistas estaduais entre 1963 e 1968 - as cinco primeiras do celebrado e exclusivo hexacampeonato pernambucano.
Formado nas divisões de base do clube, como jogador, Lúcio passou seus primeiros nove anos de carreira no Náutico, entre 1986 e 1995, sendo campeão pernambucano em 1989. Após período como comentarista, Surubim retornou ao Alvirrubro dezoito anos depois, para assumir o cargo de gerente de futebol durante a turbulenta campanha que selou o rebaixamento do Náutico à Série B em 2013. Acabou sendo demitido em 2014 após desgaste com Lisca, técnico alvirrubro à época. As dívidas, inclusive, seriam relativas ao período como dirigente.
Os cinco troféus foram avaliados em R$ 12 mil cada, servindo para abater apenas R$ 60 mil da dívida do clube com o atleta. O Náutico recebeu a notificação da 21ª Vara do Trabalho do Recife no último dia 12 e o documento foi assinado pelo presidente do Timbu, Edno Melo.
Procurado pela reportagem do Diario de Pernambuco, o vice-presidente jurídico do Náutico, Bruno Becker, apontou que o clube se prepara para evitar o leilão dos bens e que pretende entrar em contato com Lúcio Surubim para buscar um acordo.
“O clube já foi notificado da execução e agora estamos trabalhando para as medidas cabíveis para evitar o leilão dos troféus. Pretendemos procurar o Lúcio (Surubim) para buscar um acordo no momento oportuno”, explicou o advogado.
“É mais um dos processo que a atual gestão herdou. E a resolução deste seguirá as diretrizes que são adotadas pela atual diretoria em casos semelhantes em que estão envolvidos patrimônios do clube. Como nos demais casos, resolveremos tudo no tempo e de modo corretos”, concluiu.
Vale lembrar que as penhoras e tentativas de leiloar bens alvirrubros têm sido comuns ao longo do ano no Náutico. Alvo recorrente nos últimos meses, o prédio-garagem da sede do remo do clube, localizado na Rua da Aurora, no bairro de Santo Amaro, e com valor estimado em R$ 3 milhões, foi colocado em praças de leilão devido a débitos com o técnico Givanildo Oliveira e o volante Martinez. Em ambos os casos, o clube conseguiu evitar a execução e, consequentemente, a perda do patrimônio.
DP
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