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terça-feira, 18 de julho de 2023

TOMOU CHÁ DE SEMANCOL

Ciro desiste do planalto


Três vezes candidato ao Planalto, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) sepultou seu sonho de chegar um dia a governar o País. Na primeira edição do newsletter, nova ferramenta que criou, conforme o Estado antecipou, ele joga a toalha, mas diz que vai continuar dando seus pitacos. 

“Por tudo que vivi, perdi o apetite de submeter estas ideias ao embate eleitoral. Não abro mão, entretanto, de meu direito-dever de cidadão de participar do debate”, afirmou.

Ciro criticou o programa automotivo criado por Lula. “Fazer promoção de venda de estoques de carros e de linha branca ou subsidiar passagens aéreas com renúncia de tributos. Uma aberração falsamente simpática, porque a conta está sendo espetada nas costas do povão e da minúscula fração de nossa igualmente sofrida pequena burguesia”, afirmou.

O programa automotivo custou R$ 800 milhões para dar descontos em carros de até R$ 120 mil e embalar as vendas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem perdeu as eleições de 2022, quer uma iniciativa semelhante para a linha branca, conforme a coluna de Roseann Kennedy, no Estadão. A fala do petista pegou até ministros da área econômica de surpresa.

Já o programa “Voa, Brasil” pretende oferecer passagens mais baratas à população. Mas, de acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, o Tesouro não vai colocar a mão no bolso. Na avaliação de Ciro, o dinheiro gasto em iniciativas como essa seria melhor aplicado em outras áreas, como a saúde. “O cashback do governo à indústria automobilística moribunda, seria, por exemplo, dinheiro suficiente para pagar todas as cirurgias eletivas, dos que hoje vegetam em uma fila maior que um ano de espera”, argumentou o ex-ministro.

Pau nas emendas 

Em seu novo meio de comunicação digital, Ciro também avalia a situação política brasileira e critica a liberação de emendas por parte do Executivo como forma de angariar apoio no Congresso de figuras não alinhadas ao governo. “Não vejo mal conceitual em admitir emendas ao orçamento. O problema é outro: negociar o quê, para quem e em que linguagem”, diz o ex-ministro da Integração Nacional no primeiro governo Lula.


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