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quinta-feira, 14 de setembro de 2023

JOGO LEGALIZADO

Câmara derrota conservadores e legaliza o jogo

Deputados em sessão do Plenário. Fonte: Agência Câmara de Notícias


Projeto que legaliza os jogos no país segue para o Senado


Passou na Câmara dos Deputados o relatório do deputado Adolfo Viana (PSDB-BA) sobre apostas on-line e jogos de azar. Para a ala conservadora da Casa Baixa, a aprovação foi ‘derrota parcial’, dadas as alterações acordadas com membros da bancada evangélica e o gabinete do senador Eduardo Girão (Novo-CE), que deslocou esforços para as tratativas com os deputados.

O Brasil é o único país não muçulmano relevante que ainda proíbe o jogo, por alegações religiosas e morais que refletem visão preconceituoso e atrasada da atividade que gera renda e milhares de empregos em todo o mundo.

Apesar disso, o relator cedeu à supressão da autorização para jogos de cassino e concessão de bônus que funcionam como ‘iscas’ com potencial para desencadear vício nos usuários. A oposição ao governo Lula foi derrotada na negociação pelo rigor da fiscalização de empresas estrangeiras interessadas no público brasileiro e o controle sobre a publicidade.

No Senado, mais uma vez, o desafio será criar tempo hábil para o debate, já que o presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG)acenou para o interesse em tramitação célere, passando apenas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O senador Magno Malta (PL-ES) disse que “a legalização dos jogos de azar pode desencadear sérios problemas sociais, como vícios, endividamento excessivo e crimes como lavagem de dinheiro e corrupção. Essas questões prejudicam a saúde mental e financeira da população e sobrecarregam o sistema de justiça”.

E continuou “além disso, a legalização dos jogos de azar pode impactar negativamente a economia, uma vez que os gastos nessas atividades podem reduzir os investimentos em setores como turismo, varejo e alimentação. O turismo relacionado aos jogos atrai um público que busca atividades ilícitas, em vez de promover o turismo familiar”.

O senador criticou o ‘ímpeto arrecadador do governo’, principal interessado no avanço da propositura. “O foco do governo está na arrecadação de impostos, como se isso pudesse resolver todos os problemas decorrentes da legalização dos jogos. Na realidade, isso não passa de uma ilusão, já que não traria benefícios econômicos significativos ao país”.


Deborah Sena

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