Vídeo viraliza ao desconstruir narrativa sobre racismo
A dinâmica social foi uma criação do analista político Rafael Satiê e publicada em suas redes sociais
O analista político Rafael Satiê viralizou nas redes sociais ao exibir um vídeo em que aborda um assunto delicado em nossa sociedade: racismo.
Na última quinta-feira (11), ele, que é pastor do Ministério Apascentar do Engenho Novo, no Rio de Janeiro, publicou em seu perfil no Instagram uma dinâmica social na qual um homem preto, vestido com trajes simples, tenta entregar rosas aos transeuntes, em uma via pública, e não obtém êxito, já que as pessoas ficam desconfiadas e se esquivam do rapaz.
Na segunda parte do vídeo, um homem branco, mais bem vestido, oferece as mesmas rosas aos pedestres, que manifestam outro comportamento, aceitando as flores.
Para finalizar, Satiê aparece entregando as rosas. Embora ele também seja um homem preto, goza de boa aparência e está com roupa notavelmente nova, oferecendo a quem transita, mais do que rosas, sorrisos.
O conjunto de símbolos visuais parece compor uma figura mais confiável ou não, sob o ponto de vista da sociedade. Na amostra, o crivo estético implica diretamente no tratamento dispensado pelos que são seduzidos pela gratuidade da flor.
O analista político nega que a motivação em aceitar ou recusar tenha relação direta com a cor da pele e sustenta que se trata de uma construção estética que transcende traços raciais.
– (…) Não tem nada a ver com racismo. Tem a ver com postura. As pessoas não deixaram de pegar as flores com aquele rapaz negro porque ele era negro. Talvez, porque ele estivesse mal vestido. E por esta razão, as pessoas poderiam questionar a procedência daquelas flores. (…) Eu estou aqui, um homem preto, minimamente bem vestido, entregando, e todas as rosas foram entregues – disse Rafael Satiê em sua fala na publicação que viralizou.
ANIELLE FRANCO: “RACISMO AMBIENTAL E CLIMÁTICO”
Na esteira da temática, o Pleno.News falou com o analista político sobre a recente declaração da ministra da Desigualdade Social, Anielle Franco, que viralizou ao associar o excessivo volume de chuvas no Rio de Janeiro a “racismo ambiental e climático”. A irmã da vereadora Marielle Franco virou chacota nas redes sociais com tal declaração.
– (…) Essas pessoas parece que trabalham na Faber-Castell ou na Suvinil, porque elas não conseguem ver nada fora da ótica da paleta de cor, e usam a pauta racial, que no meu ponto de vista é uma pauta relevante e que deve ser dada atenção sim… Também não sou aquele cara que diz que não existe racismo no Brasil, não. Existe racismo sim, mas é pontual. O que não existe é um país racista, como Silvio Almeida, autor do livro Racismo Estrutural, que Anielle Franco é uma grande fã, afirma.
E continuou:
– Eu não acredito que o Brasil na sua estrutura seja um país racista. Eu acredito que em pontualidades, sim, existe racismo no Brasil.
Satiê observou que essas pessoas que compõem o governo Lula gostam de “esconder a incapacidade da má gestão nessa pauta racial”. É inadmissível dizer que existe um “racismo ambiental”.
– A Anielle Franco está sendo cotada para ser vice na chapa de Eduardo Paes à reeleição na cidade do Rio de Janeiro. Então já entra com essa pauta racial chata, incompetente, incoerente – disse.

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