Porto de Galinhas virou o paraíso da carestia
Um dos maiores atrativos no concorrido balneário de Porto de Galinhas, no litoral sul de Pernambuco, ainda são os passeios de buggy, de ponta a ponta, saindo da vila até o Pontal de Maracaípe. Mas caro, como tudo por lá. Duas horas, R$ 300. Passou disso, sobe para R$ 400. Mesmo assim, tem sido difícil arranjar um buggy.
Os gringos invadiram as belas praias de Porto. Os hotéis estão apinhados de turistas. E haja exploração! No passeio com meus filhos, há pouco, tentei dar uma paradinha num restaurante na praia de Cupe. Queria beber algo e petiscar, mas me proibiram entrar se não pagasse R$ 20 por pessoa, independente de idade.
Meus filhos são de menores, 15 e 10 anos, respectivamente. Mas me barraram, a entrada só mediante o pagamento da taxa. Lá, uma cerveja na praia varia de R$ 10 a R$ 12. Uma água mineral, R$ 6. Próximo a Maracaipe, tomei duas cervejas pequenas, meus filhos duas águas de coco, comemos um filé com fritas e pagamos R$ 240.
Conversei com alguns turistas por lá e a grande maioria indignada com os preços praticados em qualquer equipamento turístico ou barzinho. A moda agora, exclusiva para quem anda com montanhas de dinheiro, como os gringos, são os passeios de helicóptero. Preço: R$ 400 por pessoa.
Porto de Galinhas virou um paraíso, só para os abastados e estrangeiros pagando em dólar.
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