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quarta-feira, 1 de abril de 2020

VOLTANDO AO TRABALHO

CGJ-PE: cartórios funcionarão todos os dias


A Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ) publicou, ontem, um documento que regulamenta os serviços dos cartórios de registro civil de pessoas naturais de Pernambuco, durante a pandemia do novo coronavírus. De acordo com o órgão, todos os estabelecimentos do estado precisam funcionar diariamente, para atendimento ao público.
Os serviços são realizados das 8h às 15h. De acordo com a orientação da CGJ, das 8h às 12h, o atendimento é voltado à emissão de certidões de nascimento e de óbito, bem como a realização de casamentos via teleconferência e outros serviços.
Das 12h às 15h, os cartórios de registro civil farão, exclusivamente, a emissão de certidões de óbito. As serventias extrajudiciais de notas e protestos permanecem em regime de trabalho remoto, ficando autorizado o atendimento presencial em casos urgentes.
A decisão publicada pela CGJ também determina que as pessoas incluídas no grupo de risco, que trabalham nos cartórios, deverão atuar em regime de trabalho remoto, "competindo aos delegatários estabelecer metas funcionais, monitorar seus atingimentos, relatar quais as pessoas que estão nessa situação e expedir relatório semanal à Corregedoria Auxiliar do Extrajudicial".
Em caso de dúvidas, a população pode entrar em contato com a CGJ de Pernambuco pelo e-mail corregedoria@tjpe.jus.br ou pelo telefone (81) 3182.0605. O atendimento é realizado de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h.

Por G1 PE

CORTANDO OS GASTOS

PE: governo anuncia corte de gastos de R$ 136 milhões


O governo de Pernambuco anunciou um corte de gastos de R$ 136 milhões, que vai vigorar até o fim de 2020. A medida, que começa a valer na sexta (3), pretende amenizar os impactos causados pelo novo coronavírus. Em abril, a estimativa de perda de arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) chega a 31%. A meta é direcionar o valor economizado para a saúde.
Segundo o secretário estadual da Fazenda, Décio Padilha, os cortes atingem diversas áreas. O governo planeja reduzir em 50% os gastos com materiais de almoxarifado, 50% das despesas com combustível (exceção ao que é gasto pela Polícia Militar, Polícia Civil e Secretaria Estadual de Ressocialização), bem como 50% do consumo com energia elétrica e com bens de consumo (café e papel).
Além dos cortes, o governo planeja mais redução de despesas. De acordo com Padilha, está suspensa a celebração de novos contratos, com exceção das relacionadas ao combate do coronavírus.
Perdas
Mesmo com o anúncio dos cortes, o secretário Décio Padilha se mostrou preocupado com a situação econômica de Pernambuco e dos demais estados. Segundo ele, um dos problemas é a perda de arrecadação.
De acordo com Décio Padilha, mais de 70% da arrecadação do governo vem do ICMS, que é um tributo que incide sobre o consumo.
"Pernambuco arrecada 1,4 bilhão, por mês, com o ICMS, que dá 18 bilhões por ano. Com essa arrecadação desaparecendo, qual o dinheiro que vai cobrir isso?", questionou.
Saúde
Outro ponto é o aumento dos gastos, especialmente, com saúde. Segundo o secretário, a previsão de Pernambuco era gastar R$4 bilhões, na área, este ano.
Mas, devido à pandemia do novo coronavírus, o gasto deve saltar pelo menos mais R$880 milhões, de acordo com cálculos preliminares da Secretaria Estadual da Fazenda.
O cenário, por causa disso, é muito preocupante, na visão de Padilha, que também reclama da falta de debate sobre a situação econômica dos estados com a crise.
"Na hora em que os estados não tiverem mais o ICMS, eu pergunto a você: quem é que vai pagar, R$152 milhões, em um só num dia, em cima de respiradores, leitos e de EPIs, como fizemos ontem [segunda (30)]? Da onde vai vir esse dinheiro? A sociedade tem que fazer essa pergunta, porque parece que existe outra forma de produzir dinheiro. Não tem", afirmou.
Propostas
Para o secretário da fazenda de Pernambuco, é necessária uma ação rápida e coordenada, que aconteça em menos de 20 dias.
"A pergunta que a gente faz para a sociedade: quem é que vai prover os hospitais? Quem vai prover os medicamentos? Quem vai prover os recursos necessários para a segurança? Estou falando da coisa mínima, básica da sociedade, que é saúde e segurança. Se a gente não tiver um discurso sério disso, esse país pode estar em maus lençóis daqui a 20 dias, numa situação irreversível", declarou.
Para evitar que os estados sofram ainda mais, Décio Padilha afirma que levará a discussão para o Comitê Nacional de Secretários da Fazenda (Comsefaz), do Ministério da Fazenda, na qual pretende formular uma proposta ao governo federal.
As ações seriam montadas a partir de algumas questões, segundo Padilha. "Uma operação internacional de crédito, coordenada pelo governo federal, e o FMI (Fundo Monetário Internacional), juntando Banco Interamericano, Banco Mundial e Banco dos Brics, para emprestar US$ 100 bilhões de dólares para os 27 estados e para a União", disse.
Ainda segundo ele, os estados e a União teriam um longo tempo para pagar o valor de volta aos bancos, com os juros devidos. "Esses US$ 100 bilhões entrariam para se pagar em 20 anos, com carência de dois anos. É a única forma de trazer dinheiro novo para sobreviver", declarou.

Por G1 - PE

CORONAVÍRUS

Câmara aprova repasses de anos anteriores para combate ao covid-19

Marcello Casal Jr. Agência Brasil


Recursos serão repassados a estados e municípios; texto segue a sanção



A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (31) proposta que autoriza estados e municípios a usarem saldos de repasses de anos anteriores do Ministério da Saúde em serviços de saúde diversos dos previstos originalmente. A matéria segue para sanção do presidente da República.
A medida é uma das ações do Congresso em apoio ao combate à pandemia de coronavírus e os recursos poderão ser usados apenas enquanto durar o estado de calamidade pública.
Poderão ser aplicados recursos em vigilância em saúde, incluindo a epidemiológica e a sanitária; atenção integral e universal à saúde em todos os níveis de complexidade; produção, aquisição e distribuição de insumos específicos dos serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), como imunobiológicos, sangue e hemoderivados.

Exportação

O plenário da Câmara também aprovou o projeto de lei que proíbe a exportação de respiradores, equipamentos de proteção individual e monitores multiparâmetro durante a pandemia causada pelo coronavírus. A medida visa assegurar o abastecimento do sistema de saúde brasileiro e por já ter tramitado no Senado, segue para sanção presidencial.
O texto proíbe a exportação dos seguintes produtos:
- equipamentos de proteção individual de uso na área de saúde, como luva látex, luva nitrílica, avental impermeável, óculos de proteção, gorro, máscaras cirúrgicas e protetor facial;
- camas hospitalares; e
- equipamentos usados em casos graves da doença, como ventiladores pulmonares e monitores multiparâmetro.
O projeto autoriza que o governo federal inclua outros itens à restrição de exportação e também permite que seja retirado o veto ao comércio internacional de alguns dos produtos, desde que a decisão seja fundamentada e não prejudique a população brasileira.
A medida foi aprovada no Senado na semana passada, onde os parlamentares incluíram a delegação ao Ministério da Saúde a decisão de restringir ou proibir a exportação de produtos utilizados no combate à pandemia causada pelo coronavírus. Além disso, senadores também incluíram a restrição à exportação de saneantes, produtos para a saúde, medicamentos e imunobiológicos.
Ao analisar as modificações, os deputados avaliaram que flexibilização ao Ministério da Saúde poderia enfraquecer a medida e retornaram com o texto originalmente aprovado na Câmara.

MP

Parlamentares também aprovaram a Medida Provisória (MP) 903, que prorroga por dois anos os contratos temporários de médicos veterinários ligados ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
O texto autoriza a prorrogação de 269 contratos de profissionais que executam atividades de auditoria fiscal agropecuária. A medida segue para análise do Senado.
"O bom funcionamento do sistema de defesa agropecuária, com pessoal qualificado e em quantitativo suficiente, é fundamental para a continuidade da importante contribuição do agronegócio brasileiro para a geração de divisas internacionais", justificou o governo federal ao editar a MP.

CORONAVÍRUS

Respiradores mecânicos em desuso em Pernambuco serão recuperados para enfrentar coronavírus

Respiradores mecânicos são fundamentais na luta contra o coronav´risFoto: Divulgação


Manutenção faz parte de iniciativa nacional do Senai; em Pernambuco, serão 150 equipamentos

Uma ação em todo o País do Serviço Nacional da Indústria (Senai) irá realizar a manutenção de 3,6 mil respiradores mecânicos em desuso para combater o novo coronavírus. Em Pernambuco, serão cerca de 150 equipamentos. Os respiradores são fundamentais no sistema de saúde para atender pacientes com sintomas graves da Covid-19.

A ação faz parte da Iniciativa + Manutenção de Respiradores, idealizada pelo Senai Nacional em parceria com o Governo Federal e com dez empresas de todo o País. No País, serão 25 pontos de atendimento. A estimativa é que cada ventilador recuperado atenda até 10 pessoas.

Em Pernambuco, os serviços serão prestados no Senai Santo Amaro, na área central do Recife, e na planta da Fiat Chrysler Automóveis (FCA), localizada em Goiana, na Região Metropolitana do Recife (RMR). Todo processo de priorização e logística está sendo realizado em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). No Senai, a manutenção será feita por professores das áreas de Eletrônica, Mecânica e Calibração de Instrumentos.


Primeiramente, devido à parceria com a SES-PE, serão priorizados os equipamentos da rede pública de saúde. “A Secretaria de Saúde tem uma visão global de prioridade e necessidade e conseguirá gerir essa questão da melhor forma possível. Estamos nos organizando também para, em um segundo momento, atender à rede privada”, pontua o gerente de Consultoria do Senai Pernambuco, Oziel Alves.

Os estabelecimentos de saúde que estejam precisando do serviço de manutenção podem entrar em contato com o Senai Pernambuco pelo e-mail oziel.alves@sistemafiepe.org.br.



Por: Portal FolhaPE 

CORONAVÍRUS

Globo transformou pandemia “em um show televisivo”, diz psicóloga Marisa Lobo
psicóloga Marisa Lobo 

A psicóloga Marisa Lobo, conhecida no país por abordar assuntos relacionados à família, depressão, suicídio e ideologia de gênero, criticou a forma como a imprensa, ou pelo menos parte dela, vem repercutindo a pandemia do novo coronavírus.
Marisa demonstrou preocupação com a possibilidade de que os casos de depressão e suicídio aumentem por causa do isolamento social. “Faço um apelo para a mídia para que trate o assunto com mais cautela e equilíbrio”, disse a psicóloga em sua coluna no Opinião Crítica.
“Apelo especialmente para a Rede Globo, que parece ter transformado a pandemia em um show televisivo, explorando apenas o drama por trás desde cenário e não suas soluções”, acrescentou.

Depressão, suicídio e coronavírus

A psicóloga afirmou que o ser humano é um ser relacionável, de modo que a quarentena pode servir de gatilho para o desenvolvimento de psicopatologias em pessoas com alguma fragilidade emocional, por causa do isolamento.
“Os números de depressão e suicídio tendem a aumentar com o isolamento social e o pânico gerados pelas mídias em relação ao coronavírus. Como psicóloga, tenho esta preocupação, pois não podemos separar o ser humano da sua mente, já que são dimensões intimamente relacionadas e exigem cuidados na promoção do equilíbrio”, disse ela.
A escritora explicou que é importante o poder público tomar medidas que favoreçam a saúde emocional da população no contexto de pandemia, e que os veículos de comunicação ressaltem mais os avanços no combate ao vírus, e não apenas o drama vivenciado por causa dele.
“Temos que mostrar os avanços da medicina, ações e esforços do governo e não promover conflitos ideológicos, políticos. Esse não é o momento de querer lucrar com audiência, mas de ser razoável, transparente e o mais otimista possível”, afirmou Marisa Lobo.

CORONAVÍRUS

Pernambuco amplia em 180% capacidade de testagem para detectar Covid-19

Teste de CoronavírusFoto: BRUCE BENNETT / GETTY IMAGES NORTH AMERICA via AFP


Serão 2.170 exames realizados por semana, a depender do envio dos kits pelo Ministério da Saúde (MS)

Em parceria entre a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) e o Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz/PE), Pernambuco irá aumentar em 180% a sua capacidade de testagem para detecção da Covid-19. O anúncio foi feito nesta terça-feira (31) pelo Governo do Estado.

Os testes serão usados nas redes pública e privada de saúde. Serão 2.170 exames realizados por semana, a depender do envio dos kits pelo Ministério da Saúde (MS). Atualmente, o Estado faz 770. “A partir dessa cooperação a gente vai poder triplicar o público que está testando”, ressaltou a secretária executiva de Vigilância em Saúde, Luciana Albuquerque.

Os testes serão os mesmos já realizados atualmente pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen-PE), por meio da técnica RT-PCR, indicada para pacientes no início dos sintomas (até sete dias) e que analisa a presença do vírus ou parte dele na amostra coletada. Os kits de testagem, nesta parceria, serão os encaminhados pelo Ministério da Saúde, que anunciou a ampliação do envio dos kits.


Nesta semana, a empresa Genômika, especializada em testes genéticos e imunológicos, passa também a compor os esforços do Estado para ampliar a realização de exames pela técnica RT-PCR. Por dia, o laboratório privado vai processar 300 exames.


Por: Portal FolhaPE 

CORONAVÍRUS

Plano do G20 contra vírus vai mirar problemas de países mais pobres

Membros do G20Foto: Gary Ramage / Pool / AFP


Países trabalham com o Conselho de Estabilidade Financeira

Um plano de ação do Grupo das 20 principais economias para combater a pandemia de coronavírus considerará o risco de vulnerabilidades da dívida em países de baixa renda e fornecerá ajuda financeira a países emergentes, informou um comunicado conjunto nesta terça-feira.
Em uma videoconferência, os ministros de Finanças e os banqueiros centrais do G20 discutiram papéis do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial na oferta de recursos e na exploração de medidas para aliviar a falta de liquidez nos mercados emergentes, onde as economias, como em outros lugares, estão precisando aumentar gastos por causa do efeito de o vírus.
Além disso, os países do G20 trabalharão com o Conselho de Estabilidade Financeira, criado após a crise financeira de 2008, para coordenar medidas regulatórias e de supervisão tomadas em resposta ao coronavírus.
Os grupos de trabalho devem dar detalhes preliminares do plano antes da próxima reunião do grupo, em 15 de abril.
Os líderes do G20 se comprometeram na semana passada a injetar mais de 5 trilhões de dólares na economia global para limitar as perdas de emprego e renda com o surto, enquanto trabalham para aliviar as interrupções no fornecimento causadas pelo fechamento de fronteiras com o objetivo de limitar a transmissão do vírus.
Eles também se comprometeram a financiar todas as medidas necessárias para impedir a propagação do vírus e expressaram preocupação com os riscos para os países frágeis, principalmente na África. Eles reconheceram a necessidade de reforçar as redes de segurança financeira.
Além disso, pediram às suas principais autoridades financeiras para coordenar regularmente entre si e com organizações internacionais o desenvolvimento de um plano de ação em resposta à pandemia, que nesta terça-feira havia infectado quase 800 mil pessoas e matado quase 39 mil.
Os ministros do Comércio do G20 concordaram na segunda-feira em manter seus mercados abertos e garantir o fluxo contínuo de suprimentos médicos, equipamentos e outros bens essenciais.
Por: Agência Brasil

CORONAVÍRUS

Ministro da Saúde mostra competência e se equilibra entre a  área técnica e pressão política

Ministro da SaúdeFoto: Arquivo/Agência Brasil


Ainda em janeiro, quando não havia casos confirmados no Brasil, o ministro já falava em ter cautela, mas sem pânico

O avanço de casos do novo coronavírus e o impacto da crise nos planos do governo vêm levando o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a mudar seu discurso de acordo com o aumento do número de casos no país, as cobranças do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e a pressão de entidades e aliados.

Ainda em janeiro, quando não havia casos confirmados no Brasil, o ministro já falava em ter cautela, mas sem pânico. O cenário, restrito à China na época, passou a ser monitorado por meio de um centro de emergência criado pelo Ministério da Saúde.

Mandetta dizia que o país estava preparado e que os dados iniciais apontavam para uma infecção semelhante a uma gripe, mas que precisava de alerta em casos graves.

Aos poucos, com a evolução da doença pelo mundo, Mandetta foi modulando o tom de sua fala; ora elevava a gravidade devido à epidemia ora amenizava-a cada investida do presidente que pretendia minimizar a crise.

Nesta segunda (30), ele posicionou publicamente diante da pressão que vem sofrendo de Bolsonaro para flexibilizar o discurso. O presidente insiste na retomada das atividades, enquanto a Saúde vem fazendo orientações para desestimular a aglomeração de pessoas.

"É preciso entender que vamos ter um código de comportamento, de distanciamento entre pessoas, para que a gente não tenha uma paralisia e morra de paralisia, mas também não tenha um frenesi que cause um megaproblema."

As idas e vindas no discurso indicam não só influência da avaliação técnica da saúde como do cenário político. Da parte da saúde, a mudança foi visível no último mês. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo em fevereiro, após o primeiro caso confirmado, o ministro afirmou que, se o cenário da China se repetisse no Brasil, com cerca de 50 mil casos em São Paulo, seria "administrável".

Poucos dias depois, com o aumento vertiginoso de casos na Itália, a avaliação começou a mudar. Mandetta defendeu que a Organização Mundial de Saúde declarasse pandemia em um momento em que a entidade ainda falava apenas em "risco alto a nível internacional".

Em seguida, em outro sinal mais forte de reconhecimento do impacto da doença, passou a dizer que o vírus é "letal" ao sistema de saúde. "Não existe nenhum sistema 100% preparado para ser em massa acionado para testes, diagnóstico, internação, isolamento e leitos em CTI."

O risco de um colapso no sistema de saúde foi citado pelo ministro em reunião com empresários. Segundo ele, o Brasil poderia enfrentar a situação ainda em abril.O aumento no alerta, porém, não foi bem recebido no Palácio do Planalto. Com os holofotes centrados na saúde e com elogios públicos à sua atuação, Mandetta passou a ser alvo de cobranças de Bolsonaro para suavizar o discurso e, num primeiro momento, cedeu.

Em uma ocasião, chegou a falar na necessidade de não haver histeria, repetindo palavras de seu chefe. "Não podemos deixar isso se transformar em histeria e desespero! Calma, serenidade, prevenção e ações eficazes são armas importantes para superarmos o coronavírus", escreveu no Twitter.

Também passou a criticar medidas de paralisação adotadas por governadores para conter a transmissão do vírus e chegou a endossar parte do discurso de Bolsonaro, que defendeu em pronunciamento o fim do "contingenciamento em massa".

"Temos que melhorar esse negócio de quarentena, foi precipitado, foi desarrumado", disse o ministro. Para ele, alguns governadores "passaram do ponto".

Mandetta passou então a ser alvo de críticas até de parte dos médicos. Aliados políticos fizeram um apelo para que o ministro se mantenha firme tanto no cargo quanto na defesa de suas convicções de especialista.

O aconselhamento surtiu efeito, e desde o último sábado ele mudou o tom de novo,
voltando a mostrar apoio a medidas de isolamento adotadas pelos estados. "Ainda não dá para falar: 'Libera todo mundo para sair', porque a gente não está conseguindo chegar com o equipamento 'just in time' [na hora certa], como a gente precisa", disse o ministro. "Se sair andando todo mundo de uma vez, vai faltar [atendimento] para rico e pobre."

Também deu recados a apoiadores do Bolsonaro. "Daqui a duas, três semanas, os que falam 'vamos fazer carreata" serão os mesmos que vão ficar em casa."
No sábado, o ministro propôs ao presidente um alinhamento de discurso. A fala foi endossada por outros auxiliares de Bolsonaro, e um acordo foi firmado. Não durou 24 horas. No domingo, o presidente saiu às ruas de Brasília.

Bolsonaro segue insistindo em isolamento apenas dos grupos de risco e fala na retomada do comércio. Mandetta se opôs à ideia nesta segunda-feira (30). "É só pegar as pessoas com mais de 60 anos e cuidar? Como se essas pessoas estivessem dentro de uma cápsula. Essas pessoas moram com vocês, têm netos, têm filhos, trabalham, pegam ônibus, são ambulantes", disse.

"Por enquanto mantenham as recomendações dos estados, porque nesse momento temos muitas fragilidades no sistema de saúde." Ao mesmo tempo em que reforça as críticas, o ministro tem dado acenos a propostas de Bolsonaro ao afirmar que"a economia é importante para a saúde" e que uma paralisação total em todo o país seria um "desastre".

Entre idas e vindas, secretários de saúde e especialistas têm cobrado que a pasta não altere decisões por pressão política e que o ministério mantenha o tom técnico."Quando tem duas autoridades falando duas coisas diferentes, isso gera insegurança. Em quem acreditar: no ministério ou no presidente?", afirmou Alberto Beltrame, presidente do Conass, conselho que reúne secretários estaduais de saúde.

"O que assusta neste momento é que parecem dois mundos paralelos. Desde que o presidente negou a gravidade da crise sanitária, há essa falta de sincronia entre o que ele e o Ministério da Saúde dizem", afirma Mário Scheffer, professor da Faculdade de Medicina da USP.

A cobrança também vem de aliados, que sugerem até a saída do ministro caso haja aumento na interferência. Ele nega uma possível saída. "A partir do momento que o Ministério da Saúde for coagido a mudar a questão técnica, o Mandetta tem que pedir o boné e sair de espinha ereta", diz o deputado Fábio Trad (PSD-MS), primo do ministro. "Entre a ciência, que hoje é prestigiada pelos líderes mundiais, e a credulidade do presidente, Mandetta tem que ficar com aquilo que é a formação dele. É preferível sair com as convicções intocadas do que ficar como títere."


Folhapress

PREVISÃO DO TEMPO

Quarta-feira (1º) deve ser de chuva em todo o Estado

Céu parcialmente nublado com chuvas


Na Região Metropolitana do Recife, a possibilidade é de pancadas de chuva com intensidade fraca a moderada

A previsão do tempo para esta quarta-feira (1°) é de continuidade de chuva para todo o estado de Pernambuco. Na Região Metropolitana do Recife (RMR), a possibilidade é de pancadas de chuva com intensidade fraca a moderada em áreas isoladas no período da manhã. A previsão se repete para as regiões da Zona da Mata Norte e Sul, segundo informações da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac).

No Sertão, a previsão é de pancadas de chuva, também em áreas isoladas, durante a tarde e à noite, com intensidade fraca.

Confira a previsão completa:

Região Metropolitana
Parcialmente nublado com pancadas de chuva de forma isolada no período da manhã com intensidade fraca a moderada.
Temperatura (ºC): Estável

Máxima: 31° Mínima: 23°
Mata NorteParcialmente nublado com pancadas de chuva de forma isolada no período da manhã com intensidade fraca a moderada.
Temperatura (ºC): Estável
Máxima: 31° Mínima: 23°

Mata SulParcialmente nublado com pancadas de chuva de forma isolada no período da manhã com intensidade fraca a moderada.
Temperatura (ºC): Estável
Máxima: 31° Mínima: 23°

AgresteParcialmente nublado com pancadas de chuva de forma isolada no período da tarde e noite com intensidade fraca a moderada.
Temperatura (ºC): Estável
Máxima: 31° Mínima: 19°

Sertão de PernambucoParcialmente nublado com pancadas de chuva de forma isolada no período da tarde e noite com intensidade fraca.
Temperatura (ºC): Estável
Máxima: 33° Mínima: 24°

Sertão de São FranciscoParcialmente nublado com pancadas de chuva de forma isolada no período da tarde e noite com intensidade fraca.
Temperatura (ºC): Estável
Máxima: 33° Mínima: 23°


FolhaPE

PERNAMBUCO FICOU FORA

Globo suspende pagamentos de alguns estaduais, mas Pernambuco não está na lista

Por conta da pandemia do coronavírus, não há previsão de quando as competições irão retornar (Foto: CBF/Divulgação)


Por falta de jogos, emissora suspendeu pagamento em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Porém, cota do Pernambucano já havia sido paga


Em meio à pandemia do coronavírus, a Globo decidiu suspender os pagamentos a clubes de direitos de transmissão dos campeonatos estaduais a partir de abril. Ao longo dos últimos dias, clubes de Bahia e São Paulo têm sido comunicados da decisão. Os campeonatos do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, bem como Pernambuco são exceções, já que os valores já tinham sido pagos. O Carioca também terá pagamentos suspensos.

"Já havíamos antecipado o pagamento junto à Globo valor para dar um fôlego aos clubes", destacou o presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro Carvalho. Segundo o dirigente, o atual contrato com a emissora pelo Pernambucano vai até 2022. Atualmente, Sport, Náutico e Santa Cruz recebem R$ 1 milhão de cota, cada, pela transmissão dos jogos do Estadual. Já outra cota de R$ 1 milhão é dividida pelos sete clubes do interior.

Com relação aos estaduais do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, pessoas ligadas à emissora avaliam que não é viável, no momento, seguir pagando pela transmissão de partidas que não estão ocorrendo e nem têm data para acontecer, devido à pandemia do coronavírus. Desta forma, os pagamentos ficarão suspensos até que haja, ao menos, uma previsão de retomada dos jogos. Quando isso ocorrer, o diálogo será retomado com o estabelecimento de um plano de pagamento.

A medida suspende uma das últimas fontes de receita que ainda estavam garantidas para os clubes e já começa a gerar um movimento de apressar a volta aos gramados, mesmo que de portões fechados. Em contato com a reportagem da Folhapress, representantes de três clubes paulistas confirmam que já existe disposição, principalmente entre clubes de menor expressão, em debater um retorno controlado aos gramados.

Os clubes também aguardam novas providências do governo, e vêm mantendo reuniões quase diárias para tratar da sua sobrevivência financeira. Os estaduais não têm data para retorno, e ainda não há qualquer plano concreto para o calendário brasileiro. Em contato com as federações estaduais, a CBF tem prometido que irá priorizar o fim dos estaduais e pode reduzir o Brasileirão caso não haja alternativa.

DP

SANTA CRUZ - CONTRA O FIM DO PERNAMBUCANO

Presidente do Santa Cruz se diz contra o fim do Estadual sem um campeão: 'Desrespeito'

Segundo Constantino Júnior, estadual precisa ser retomado para Santa conquiste o título 'na bola' (Foto: Paulo Paiva/DP)


Constantino Júnior destacou que a boa Tricolor não pode ser penalizado após fazer boa campanha no Campeonato Pernambucano


Depois de evitar se posicionar a respeito de um possível cancelamento do Campeonato Pernambucano caso a pandemia do coronavírus se mantenha por mais tempo, alegando ser “muito recente para emitir qualquer diagnóstico”, o presidente do Santa Cruz, Constantino Júnior, mostrou-se contrário ao encerramento do Estadual sem ter um campeão. Em entrevista na Rádio Jornal, o mandatário tricolor declarou que seria “um desrespeito” caso fosse tomada essa decisão.

Tininho reforçou os prejuízos causados por um possível cancelamento do Campeonato Pernambucano, uma vez que o Tricolor ostenta um bom desempenho na competição, na qual está invicto e previamente classificado às semifinais, com o primeiro lugar da fase de classificação garantido, mesmo ainda restando uma rodada. Além disso, o presidente coral reforçou desejo de que o Estadual retornasse quando fosse possível para que o clube conquistasse o título “na bola, como sempre o fez”.  

“A gente quer sim a volta do Campeonato Pernambucano para a gente conquistar na bola, como sempre o fizemos, disputando nos gramados. Falar que vai acabar por assim mesmo, sem campeão, não tem sentido. Não tem sentido algum e acho até um desrespeito com as equipes que investiram no elenco, aos torcedores que foram aos estádios apoiar, aos patrocinadores, a quem comprou os direitos televisivos. Então, não vai valer de nada isso?”, questionou. 

“Tem muita coisa em jogo, são vagas na Copa do Brasil. O Santa Cruz conquistou a vaga na Copa do Brasil, independente do que aconteça. Ou seja, nós temos legitimada uma vaga na Copa do Brasil. Aí você vai acabar o campeonato, com um direito conquistado, não tem sentido algum. Claro que você tem que ter o bom senso nessa hora, mas a gente não vai achar razoável sem ter campeão” disse Constantino Júnior. 

Posicionamento esse alinhado com o do próprio presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Evandro de Carvalho, que, entrevista à reportagem do Diario de Pernambuco, tratou como ‘prioridade absoluta’ o retorno do Campeonato Pernambucano quando as atividades ao redor do país fossem normalizadas. Inclusive, o mandatário chegou a dizer que Confederação Brasileira de Futebol (CBF) estaria cogitando retornar os  Estaduais antes mesmo do início do Campeonato Brasileiro. 

“É prioridade absoluta fazer os estaduais, para evitar complicações jurídicas de saber quem classificou ou não classificou, quem é campeão, quem não é campeão, quem vai para a Série D, quem vai para a Copa do Brasil. Sem estadual não tem nada. Temos que fazer o estadual de todo jeito. Isso está na frente de qualquer coisa. Da Copa do Nordeste e do Brasileiro. Pode ter jogo de manhã, de tarde e de noite”, finalizou.

DP