Santa Cruz cobra Reebok por falhas na distribuição de uniformes: 'Não vem dando conta'
Da expectativa à escassez: Falta de camisas da Reebok gera atrito e cobranças no Santa Cruz
A lua de mel da torcida do Santa Cruz com a chegada da Reebok, fornecedora de material esportivo, oficializada em dezembro do ano passado, deu lugar a questionamentos e forte insatisfação. O motivo é o severo desabastecimento de produtos oficiais. Passados pouco mais de três meses do lançamento oficial da coleção de uniformes, no fim de fevereiro, o torcedor tricolor que tenta adquirir o novo manto encontra prateleiras virtuais praticamente vazias e um quadro persistente de desabastecimento.
O cenário expõe um contraste evidente entre o potencial de consumo da torcida e a capacidade de entrega da marca. A escassez de produtos e os questionamentos pontuais sobre a qualidade de algumas peças geraram reclamações que já provocam incômodo nos bastidores do Arruda.
Grade incompleta e prejuízo financeiro
Na prática, o torcedor que navega hoje pelos canais oficiais da fornecedora, que centralizam as vendas no momento, depara-se com uma grade de tamanhos quase inexistente. A camisa masculina listrada tradicional e o modelo reserva branco, por exemplo, estão disponíveis apenas no tamanho GG. Já na linha de tamanhos especiais, a procura se restringe ao 5GG.
Esse hiato no abastecimento pune o consumidor e provoca um prejuízo financeiro direto ao Santa Cruz. Ao limitar o acesso aos produtos oficiais por falhas de distribuição, o mercado informal acaba sendo alimentado de forma involuntária. Sem conseguir comprar o produto original, boa parte da torcida recorre ao comércio ambulante e a réplicas não autorizadas na internet, fazendo com que uma receita crucial para os cofres do clube seja escoada.
O contrato estabelecido entre o Santa Cruz e a Reebok tem validade de três temporadas. Embora a mudança de fornecedora (após a saída da Volt) tenha sido vista como um movimento altamente positivo para valorizar a marca do clube, o imbróglio na produção acendeu o sinal de alerta. Agora, a diretoria corre contra o tempo para fazer a parceira readequar sua engrenagem logística e, finalmente, dar conta do tamanho da demanda da torcida coral.
Paulo Mota

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