Após denúncia de sobrepreço, CBTU Recife nega irregularidades na compra de trens seminovos de BH
A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) afirmou que "prestará todos os esclarecimentos eventualmente solicitados pelo Tribunal de Contas da União ou por quaisquer outros órgãos competentes"
Após o Tribunal de Contas da União (TCU) abrir investigação relativa a possíveis irregularidades na compra de seis trens usados do metrô de Belo Horizonte pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) do Recife, a empresa se pronunciou neste sábado (27) sobre o caso.
A apuração foi instaurada na última quarta-feira (24) e questiona, principalmente, o valor pago pelas composições ferroviárias da Série 900. Segundo o denunciante, que não teve a identidade revelada, os mesmos veículos teriam sido negociados anteriormente por cerca de R$ 4,2 milhões.
Diante da repercussão do caso, a CBTU enviou nota ao Diario afirmando que todo o processo de compra das composições foi corretamente conduzido e aprovado. A empresa disse, ainda, que está à disposição para prestar esclarecimentos aos órgãos competentes. Confira o comunicado na íntegra:
“A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) informa que todo o processo de compra das composições junto ao Metrobh foi devidamente instruído com toda a documentação necessária, observando os princípios da legalidade, economicidade e vantajosidade.
Todo o procedimento foi aprovado em todas as instâncias de governança interna da CBTU e externa junto ao ministério das cidades.
A CBTU esclarece ainda que prestará todos os esclarecimentos eventualmente solicitados pelo Tribunal de Contas da União ou por quaisquer outros órgãos competentes”.
Denúncia
O documento também aponta que uma empresa privada teria oferecido à CBTU sete composições por R$ 28 milhões. Apesar disso, a estatal teria fechado negócio com a concessionária Metrô BH pela compra de seis trens ao custo de R$ 60 milhões.
Além do suposto sobrepreço, a denúncia cita as condições dos veículos. De acordo com o denunciante, as composições têm aproximadamente 40 anos de uso, já foram retiradas de circulação em Belo Horizonte e podem apresentar elevado desgaste, além de tecnologias consideradas ultrapassadas.
DP

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