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terça-feira, 31 de março de 2020

CORONAVÍRUS

As tarefas domésticas e do cuidado em tempos de Covid-19

Mulher lavando louçaFoto: Wikimedia


Não custa insistir: as responsabilidades e tarefas de cuidado com a vida devem ser coletivas.

Quando penso hoje na minha mãe com 5 crianças sempre famintas em casa, se virando para inventar coisas para nos acalmar (cachorro quente, mingau, vitamina de abacate, pipoca, pão com salame, banana amassada, frutas do quintal...) imagino como aquilo devia ser trabalhoso. Que brava! heroica! Lembranças de uma família de classe média, claro. De uma mesa na qual nunca faltou a comida que agora deve estar faltando, ainda mais, em milhares de lares brasileiros. Imagine a sensação de impotência e dor ter que lidar com crianças com fome, quando não se tem nada a lhes oferecer. E esses 600 reais que sabe-se lá quando chegarão às mesas de uma parte das pessoas?!?! Nunca ficou tão gritante a hipocrisia dos que dizem defender a vida negando a maternidade como direito para as mulheres! Ser mãe é mais que parir, poder criar filhos/as em ausência de ameaças permanentes.

Em dias de quarentena recebo algumas piadinhas machistas e sem graça de maridos que não aguentam mais suas esposas pedirem para que levantem do sofá e façam alguma coisa. Talvez essa imagem não tenha fronteiras de classe social. São as relações de gênero, que perpassam todas as classes, ainda que de forma distinta. Tem gente que continua trabalhando para não perder o emprego ou porque senão não entra nada em casa. Relações de gênero, no Brasil com Bolsonaro, podem estar mais evidentes porque renaturalizadas, vide o aumento dos casos de violência doméstica no período de quarentena. A violência contra as mulheres já era maior nos finais de semana, quando os homens estão de folga. Porque eles se sentem tão humilhados e irritados com esta proximidade ao doméstico, universo relegado historicamente às mulheres? Vem daí também a dificuldade que os intelectuais de esquerda têm de ler o mundo com uma perspectiva de gênero e de raça?

Remetendo a questões culturais, lembrei de algumas semanas passadas no Canadá, em Toronto, para um curso de inglês. De tarde costumava ver um pouco de televisão para exercitar a audição da língua. Adorava programas relacionados à cozinha. Em um deles, um pai que ficava em casa, e que era um verdadeiro chef, ensinava coisas deliciosas e simples a fazer para as crianças nos intervalos das brincadeiras, enquanto também pensava e armava o almoço e o jantar. Tinha outro que me chamava mais a atenção: uma casa em que a mãe não gostava muito de cozinhar era visitada por uma consultora que buscava responsabilizar toda a família, inclusive crianças a partir de determinada idade, com estas tarefas. Ela organizava uma agenda em que cada dia caberia a uma pessoa da casa preparar a refeição. Se o garoto era bom em hambúrgueres, propunha a ele um cardápio relacionado: hambúrguer com salada, sem o pão ou batatas, por exemplo, preocupada em fazer com que as refeições fossem também mais saudáveis. Se o pai era bom com as massas, ou não era bom em nada, propunha algo saudável que não fosse tão difícil dele aprender a fazer. E a mãe, como as outras pessoas, tinha apenas o seu dia no rodízio de ir para a cozinha. O cardápio e a distribuição era pra várias semanas. A consultora voltava para acompanhar e certificar se aquilo contribuía para mudar os hábitos da família.


Eu adorava esses programas porque eles criavam um deslocamento da ideia de que a mulher e mãe, por ter sido responsável pela amamentação, tinha que passar o resto da vida cuidando de alimentar a família. Isso vale para todas as tarefas da casa, que devem ser da responsabilidade de todos/as que nela habitam. Aliás, como temos visto, este tem sido um tempo que convida a arrumar a casa: guarda-roupas, livros, discos/CDs, brinquedos, além de limpar chão, lavar banheiro, coisas que precisam ser feitas com mais frequência quando as pessoas estão o tempo todo em casa. Nada mais justo e democrático que cada pessoa tenha uma parte destas tarefas sob sua responsabilidade, em igual medida.

E o que fazer para garantir a higiene necessária, nestes tempos com ameaça de contaminação por todos os lados, quando falta água em casa? Entendendo que a responsabilidade com os cuidados devem ser coletivas, o Fórum de Mulheres de Pernambuco (FMPE) que mantém as conversas em grupo de WhatsApp, elaborou um precioso documento de orientação para aquelas famílias que estão nesta situação. Segundo Pergentina Vilarim, coordenadora do Fórum, “os movimentos de mulheres e feministas têm contribuído para visibilizar as desigualdades existentes entre as mulheres e buscam fortalecer as redes de solidariedade neste momento em que as mulheres estão piradas de medo. Mesmo sendo da classe trabalhadora, algumas em situação de vulnerabilidade, todas as integrantes do FMPE contribuem. Quem tem dinheiro, alimentos, e pode, compartilha. Quem tem só atenção e escuta doa seu tempo, sua empatia. Tudo porque somos feministas!”.



Por: Carla Gisele Batista*

CORONAVÍRUS

Saiba como se comportar durante as compras fora de casa

Consumidora compra item no supermercadoFoto: EBC


A orientação central para evitar contaminação é, após usar esses objetos, lavar as mãos com água e sabão ou usar álcool gel 70%

Moedas e cédulas de dinheiro passam de mão em mão pelas ruas e em comércios. Cartões de banco e documentos pessoais também são usados frequentemente por todos. Não se sabe ao certo quanto tempo o vírus que causa a covid-19 sobrevive em superfícies, mas a orientação central para evitar contaminação é, após usar esses objetos, lavar as mãos com água e sabão ou usar álcool gel 70% e evitar tocar nos olhos, boca ou nariz.

“Não importa se o meio de pagamento é cartão ou dinheiro, o que importa é higienizar as mãos. Como não ficamos o tempo todo com eles nas mãos, ao pegar nessas coisas e em tudo que a gente compartilha, como canetas, higienize as mãos”, explicou a infectologista Eliana Bicudo, da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

Mesmo com a recomendação do Ministério da Saúde de manter o isolamento social, algumas pessoas ainda precisam frequentar mercados e farmácias em busca de itens essenciais ou mesmo estabelecimentos de saúde. De acordo com Eliana, quando saímos de casa, o importante é manter um distanciamento de pelo menos um metro entre as pessoas. “Pode fazer seu supermercado, suas compras, tocar nos objetos, mas ficar atento para não levar as mãos à boca. Assim que acabar, higienize as mãos dentro do possível, sempre que puder”, ressaltou.

Estudos apontam que os coronavírus (incluindo informações preliminares sobre o que causa a covid-19) podem persistir nas superfícies por algumas horas ou até vários dias. Isso pode variar, por exemplo, conforme o tipo de superfície, temperatura ou umidade do ambiente.

“O tempo pode variar de material para material. A gente sabe que pode estar até três dias em metal e no plástico, no tecido em menor tempo. Único lugar que se tem certeza que não sobrevive é no cobre. Por isso, quando estiver em lojas, evite colocar a mão nas mesas e nos balcões”, explicou a infectologista.

Na dúvida, higienizar as mãos é a melhor medida preventiva, bem como limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência, como celulares. A transmissão do coronavírus ocorre de pessoa a pessoa por meio de gotículas exaladas pela pessoa doente quando ela fala, tosse ou espirra. Quando a pessoa doente toca em objetos ou aperta a mão de alguém e esta coloca a mão a sua boca, nariz ou olhos, também ocorre a infecção.

A SBI esclarece que ainda não se sabe com certeza o papel da pessoa sem sintomas na cadeia de transmissão e recomenda não cumprimentar ninguém com as mãos.



Por: Agência Brasil 

EFEITO CORONAVÍRUS

Por causa da Covid-19, morador pode parcelar em até 12 vezes conta da Celpe

Energia elétricaFoto: Marcelo Camargo / Agência Brasil


A medida é uma forma de tentar evitar que os clientes acumulem muitas faturas

Para auxiliar na quitação das contas de energia e evitar o acúmulo de faturas em meio à pandemia do novo coronavírus, a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) disponibilizou a opção de parcelamentos das contas em até 12x no cartão de crédito. Serão aceitos os cartões das bandeiras Master, Visa, Hiper, Elo e Amex.

A modalidade permite, ainda, a quitação em uma única vez à vista, sem juros. O pagamento pode ser efetuado online, por meio do site da empresa. No entanto, para garantir as operações, é necessário que os usuários realizem o cadastro da conta por e-mail e mantenha os dados atualizados.

Em caso de dúvidas, o cliente pode entrar em contato com a Celpe através do facebook (@celpeoficial), instagram (@celpe_oficial) ou por meio do (81) 3217.6990.

Confira o passo a passo de como realizar as transações:

- No site da Celpe selecione a opção Pagamento com cartão no banner principal;
- O cliente deverá inserir os dados do cartão de crédito, selecionar a quantidade de parcelas desejadas e clicar em 'Pagar com cartão';
- Ao selecionar a quantidade de parcelas, é possível visualizar o valor das parcelas e o total com a inclusão da taxa de juros do cartão.



Por: Portal FolhaPE

VAI CONTINUAR NA CADEIA

Fachin nega colocar Geddel em prisão domiciliar



O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, negou pedido do ex-ministro Geddel Vieira Limar para ficar em prisão domiciliar em função do coronavírus.
Na semana passada, a juíza Maria Angélica Carneiro, de Salvador, informou ao STF que o ex-ministro já se encontra isolado, numa cela individual. O ex-ministro  está preso Centro de Observação Penal, um presídio de passagem, mas que também abriga idosos e detentos em condição especial.

“Verificada a adequação do ambiente prisional às recomendações expedidas pelas autoridades sanitárias à diminuição da curva de proliferação do coronavírus e do contágio que desencadeia a doença COVID-19, panorama que não se altera com a notícia trazida aos autos pelo requerente à fl. 7.317, mormente porque a suspeita retratada não foi reportada por profissional da medicina, não se constata a necessidade da adoção de medidas excepcionais relacionadas à custódia do requerente”, escreveu o ministro.

Ao STF, os advogados argumentam que ele tem 61 anos e é portador de doenças crônicas, portanto, pertence ao grupo de risco.

SAQUE DO FGTS

Prazo para saque imediato de até R$ 998 do FGTS acaba nesta terça

FGTSFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


Por causa da pandemia de coronavírus, a Caixa orienta o resgate por meio do aplicativo FGTS, disponível para tablets e smartphones dos sistemas Android e iOS

O trabalhador que até esta segunda-feira (30) não fez o saque imediato de até R$ 998 do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) tem até amanhã (31) para retirar o dinheiro. Na quarta-feira (1º), todo o dinheiro não sacado retornará à conta original.

Desde setembro do ano passado, a Caixa Econômica Federal está distribuindo dinheiro de contas ativas ou inativas do FGTS. Os recursos foram liberados de forma escalonada até dezembro, num cronograma baseado no mês de nascimento do trabalhador. Ao todo, foram distribuídos cerca de R$ 40 bilhões, que serviram para estimular a economia no fim do ano passado.

O valor usado como referência para o saque imediato é o saldo de cada conta – ativa ou inativa – em 24 de julho do ano passado. Os trabalhadores com saldo acima de R$ 998 nessa data só podem sacar até R$ 500 por conta de FGTS. Quem tinha contas com até R$ 998 – montante equivalente ao salário mínimo no ano passado – pode sacar até esse valor.

Numa simulação, um trabalhador que tinha R$ 998 numa conta do FGTS e R$ 1 mil em outra conta em 24 de julho do ano passado só pode retirar R$ 998 da primeira conta e R$ 500 da segunda.

A retirada também pode ser feita por quem tinha sacado os R$ 500 da conta no ano passado e não retirou a diferença entre R$ 500 e R$ 998 em dezembro. Inicialmente, o governo permitiria apenas a retirada de até R$ 500 por conta, mas o Congresso Nacional ampliou o saque para R$ 998 para contas com saldo igual ou inferior ao salário mínimo.

Como sacarO saque poderá ser feito pelos mesmos canais de pagamento da primeira etapa do saque imediato. Por causa da pandemia de coronavírus, a Caixa orienta o resgate por meio do aplicativo FGTS, disponível para tablets e smartphones dos sistemas Android e iOS. Nesse caso, o trabalhador pode programar a transferência do dinheiro para qualquer conta em seu nome, independentemente do banco. A operação não tem custo.

Os saques de até R$ 998 podem ser feitos nas casas lotéricas, caso esses estabelecimentos estejam abertos, e terminais de autoatendimento para quem tem senha do Cartão Cidadão. Quem tem Cartão Cidadão e senha pode sacar nos correspondentes Caixa Aqui, caso esses estabelecimentos estejam autorizados a abrir. Basta apresentar documento de identificação.

AtendimentoDesde a última terça-feira (24), as agências da Caixa estão funcionando em horário reduzido, das 10h às 14h. O atendimento está restrito a quem não puder resolver o problema por canais eletrônicos. As dúvidas sobre valores e a data do saque podem ser consultadas no aplicativo do FGTS, pelo site da Caixa ou pelo telefone de atendimento exclusivo 0800-724-2019, disponível 24 horas.

A Caixa destaca que o saque imediato não altera o direito de sacar todo o saldo da conta do FGTS, caso o trabalhador seja demitido sem justa causa ou em outras hipóteses previstas em lei.

Essa modalidade de saque não significa que houve adesão ao saque aniversário, que é uma nova opção oferecida ao trabalhador a partir de abril, em alternativa ao saque por rescisão do contrato de trabalho. Por meio do saque aniversário, o trabalhador poderá retirar parte do saldo da conta do FGTS, anualmente, de acordo com o mês de aniversário.


Por: Agência Brasil

CORONAVÍRUS.

Senado aprova benefício de R$ 600 a autônomos e informais

Antonio Anastasia, presidente Senador PSD-MGFoto: TV Senado/Reprodução


A aprovação foi unânime, com 79 votos favoráveis e apoio dos senadores da oposição e do governo

O Senado aprovou nesta segunda-feira (30) o pagamento de um auxílio emergencial por três meses, no valor de R$ 600, destinado aos trabalhadores autônomos, informais e sem renda fixa. Chamado de “coronavoucher”, a ajuda vem para reparar as perdas de renda para algumas fatias da sociedade durante o período de isolamento, quando as oportunidades de trabalho para essas categorias estão escassas.

A aprovação foi unânime, com 79 votos favoráveis e apoio dos senadores da oposição e do governo. O líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), foi um dos vários parlamentares que se manifestaram. “Estamos precisando de tais iniciativas de injetar na veia o dinheiro para o cidadão comprar comida e sobreviver a essa calamidade. A primeira vez que o dinheiro vai chegar na mão do povo vai ser nesse projeto. É calamidade, as pessoas estão precisando”.

O senador Chico Rodrigues (DEM-RR) destacou que o projeto é um consenso entre Congresso Nacional e governo federal. Já o líder do governo na Casa, Fernando Bezerra (MDB-PE), afirmou que mais de 30 milhões de brasileiros serão beneficiados com essa medida.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse que, graças a um ajuste de redação, o benefício também contemplará inscritos no Cadastro Único após o dia 20 de março. Em seguida, o líder da oposição afirmou que esse não é o momento de priorizar as finanças do Estado. “Não cabe se pensar em gasto público. Esse é um momento emergencial, que temos que atender as necessidades das pessoas”.

Logo após a aprovação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, usou o Twitter para pedir ao presidente da República a sanção imediata do projeto. Alcolumbre está afastado de suas atividades após ter sido diagnosticado com o novo coronavírus.

Inclusão de outras categoriasOutro projeto já ganha forma no Senado, para incluir outras categorias, como motoristas de táxi ou de aplicativo e pescadores sazonais, dentre outros a serem definidos. Weverton Rocha (PDT-MA) lembrou dos músicos, que perderam trabalhos durante o isolamento. Essa pode ser outra categoria a entrar no novo projeto. Esse texto, previsto para ser votado amanhã (30), será de autoria do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e tem relatoria de Esperidião Amin (PP-SC).

Vieira foi o relator do projeto aprovado hoje. Seu nome foi escolhido justamente por conhecer bem o tema e já discutir a inclusão de novas categorias a partir das emendas que recebeu para análise. As emendas não foram acatadas para evitar que mudanças de mérito do projeto o fizessem voltar à Câmara.


Por: Agência Brasil

CORONAVÍRUS

Governo prevê bônus a médico residente que atuar em combate a coronavírus

Médicos usando protetores faciaisFoto: Divulgação


A medida prevê a oferta de benefício também para outros profissionais que estejam cursando residência na área da saúde

Uma portaria publicada pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (30) prevê bônus de R$ 667, a serem pagos por seis meses, para médicos residentes que atuarem o combate ao novo coronavírus.

A medida, divulgada no Diário Oficial da União, prevê a oferta de benefício também para outros profissionais que estejam cursando residência na área da saúde. Segundo a portaria, o bônus valerá para profissionais que estejam em programas de formação custeados pelo Ministério da Saúde e outros órgãos públicos estaduais ou municipais, além de entidades filantrópicas.

O objetivo é aumentar a oferta de profissionais e reduzir o tempo de espera em UPAs (unidades de pronto-atendimento) e emergências hospitalares. Nos últimos dias, o ministério já tinha publicado um recrutamento para estudantes de medicina e de outras áreas da saúde.


Aqueles que estiveram em etapa de estágio obrigatório devem participar dos atendimentos. Já aqueles que estiverem em outros anos do curso podem se inscrever como voluntários para exercer funções de apoio.

Folhapress

VACINAÇÃO SUSPENSA

Vacinação contra a gripe suspensa temporariamente no Recife

Vacinação contra a gripeFoto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco


Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe será suspensa até que o Ministério da Saúde envie novas doses. Na Capital pernambucana, em cinco dias úteis de vacinação, foi imunizado 70% do público-alvo desta primeira etapa

A partir desta terça-feira a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe está suspensa temporariamente no Recife, até que o Ministério da Saúde envie mais doses da imunização, o que deve acontecer até o fim desta semana. As 25 mil doses disponíveis ontem, se esgotaram em quase todas as unidades de saúde da Capital, e de acordo com a Secretaria de Saúde (Sesau) do Recife, a vacina para idosos e profissionais de saúde está garantida até o dia 15 de abril, quando se encerra a primeira fase da campanha.

Em cinco dias úteis de vacinação da Campanha Nacional contra Gripe, a Secretaria de Saúde imunizou 70% das pessoas que deveriam ser vacinadas nos 18 dias úteis desta fase.

Nesta segunda-feira, a Prefeitura contava com 25 mil doses da imunização, que se esgotaram ontem mesmo. A Sesau informou à reportagem da Folha de Pernambuco que em algumas poucas unidades de saúde restaram algumas doses da vacina contra a gripe, mas não recomenda que a população procure os postos, a fim de evitar grandes aglomerações.


A pasta orienta que as unidades que ainda contam com vacinas devem imunizar os profissionais de saúde. A secretaria pede ainda que quem não trabalha na unidade onde irá receber a vacina deve levar, além da carteira de vacinação, um documento de identificação, comprovante laboral, como crachá ou carteira de trabalho, por exemplo.

A prefeitura do Recife aguarda agora o envio de mais doses do imunizador por parte do Ministério da Saúde, para que possa retomar a vacinação das pessoas prioritárias. Com isso, não será realizada vacinação no esquema drive-thru e nos demais postos volantes até que novas doses cheguem.

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, no Recife, com foco na imunização de pessoas acima dos 60 anos, foi retomada nesta segunda (30), e teve como novidade o sistema de drive-thru em dois pontos: no Shopping Riomar, no Pina, e na Avenida Recife, na frente do Big Bompreço (antigo Walmart), em Areias. No primeiro local, dezenas de carros formaram uma fila gigante. Procura que gerou um crescimento no número de idosos vacinados. Foram vacinados nesta segunda, cerca de 5 mil idosos nos dois locais.

A pasta informou que os dois pontos abertos, serão reativados assim que o município receber mais vacinas, mas que pode haver mudanças de locais.

"O movimento superou o esperado. Esse é nosso terceiro dia de vacina no Rio Mar. A média dos últimos dois dias ficou em 1700 doses , mas hoje, só pela manhã, nós atingimos esse número. Nosso horário é de 7h até 17h, mas na semana passada largamos 19h porque a fila estava enorme. Hoje, nós acreditamos que vamos chegar ao número de três mil doses", afirmou Cláudia Santos, Gerente do Distrito Sanitário VIII do Recife.

Próximas etapasA Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe tem como novidade a inclusão das pessoas com deficiência e dos adultos a partir dos 55 anos nos grupos prioritários. A partir do dia 16 de abril, quando se inicia a segunda fase da campanha anual, serão vacinados os professores de escolas públicas e privadas, pessoas com doenças crônicas não-transmissíveis e profissionais das forças de segurança e salvamento.

Na última etapa, entre os dias 9 e 23 de maio, serão imunizadas as crianças de seis meses a cinco anos, gestantes, puérperas (mulheres que tiveram filho há até 45 dias), adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em cumprimento de medida socioeducativa, funcionários do sistema prisional, população privada de liberdade, pessoas com deficiência e adultos de 55 a 59 anos.


Por: Portal FolhaPE

ALIMENTO PARA HOSPITAL

Restaurantes entregam marmitas para o Hospital Oswaldo Cruz

Marmitas entregues ao Hospital Universitário Oswaldo Cruuz (Huoc)Foto: Divulgação


Quina do Futuro e Papa Capim se revezam na fornecimento de almoço para equipe médica

No Japão, o bentô é uma marmita embalada como se fosse um presente. Sinal de cuidado com o próximo, que, no Recife, chega nas mãos da equipe médica do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), em Santo Amaro. A ação, voltada para a hora do almoço, promete abastecer ao longo da semana os profissionais que estão envolvidos no combate à Covid-19 em Pernambuco.

Nas segundas, quartas e sextas, a marmita é preparada com todo cuidado de higiene e montagem pela equipe do restaurante Taberna Japonesa Quina do Futuro, no bairro dos Aflitos. Já nas terças e quintas é a vez dos colaboradores do restaurante Papa Capim cozinharem a refeição destinada ao hospital. Nesta segunda (30), primeiro dia de fornecimento, foram entregues 28 bentôs contendo atum grelhado com teriyaki, legumes cozidos, arroz branco japonês com gergelim, purê de batata, sunomono de kani e tamago - omelete japonês.

“Escolhemos a hora do almoço por ser a mais crítica na hora da correria. São poucos os que conseguem fazer comida em casa", comenta o chef André Saburó, gestor do Grupo Quina. Ele lembra que, logo quando traçada a ideia, quatro integrantes da sua equipe entraram na missão, trabalhando de maneira voluntária e segura. Junto à marmita, o desejo dos cozinheiros é resumido numa tag: “no Japão, há um provérbio que diz: ‘uma palavra amável pode aquecer três meses de inverno’. Que ela traga algum conforto para você que, bravamente, luta pela saúde e bem-estar de todos nós”.


Como o restaurante trabalha com produtos frescos, a expectativa é que a entrega aconteça ao longo de todo o mês de abril, a partir do estoque desse momento. “Mas nada impede de partirmos para outros ingredientes e contar com a expansão dessa corrente, que pode ter novos restaurantes parceiros”, prevê.


Por: Edi Souza, da editoria Sabores 

PREVISÃO DO TEMPO

Chuvas devem persistir em todo o Estado nesta terça-feira (31)

Céu parcialmente nublado com chuvas


Na Região Metropolitana do Recife, chuva acontece de forma moderada a forte

A previsão do tempo desta terça-feira (31), divulgada pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), indica a continuidade de fortes chuvas em todo o Estado. Na Região Metropolitana do Recife (RMR), o indicativo é de pancadas de chuva em áreas isoladas, com a intensidade podendo variar entre moderada e forte, na madrugada e primeiras horas da manhã.

Já no Agreste e Sertão pernambucanos, a tendência é que as pancadas de chuva aconteçam de forma fraca a moderada, durante a tarde e noite, em áreas isoladas. A temperatura mais baixa deve ser registrada na região agrestina, em 19° C.

Confira a previsão completa abaixo:

Região MetropolitanaNublado a parcialmente nublado com pancadas de chuva de forma isolada no período da madrugada e primeiras horas da manhã com intensidade moderada a forte.

Temperatura (ºC): Estável
Máxima: 31° Mínima: 23°

Mata NorteNublado a parcialmente nublado com pancadas de chuva de forma isolada no período da madrugada e primeiras horas da manhã com intensidade moderada a forte.
Temperatura (ºC): Estável
Máxima: 31° Mínima: 23°

Mata SulNublado a parcialmente nublado com pancadas de chuva de forma isolada no período da madrugada e primeiras horas da manhã com intensidade moderada a forte.
Temperatura (ºC): Estável
Máxima: 31° Mínima: 23°

Agreste
Parcialmente nublado com pancadas de chuva de forma isolada no período da tarde e noite com intensidade fraca a moderada.
Temperatura (ºC): Estável
Máxima: 31° Mínima: 19°

Sertão de PernambucoParcialmente nublado com pancadas de chuva de forma isolada no período da tarde e noite com intensidade fraca a moderada.
Temperatura (ºC): Estável
Máxima: 33° Mínima: 24°

Sertão de São FranciscoParcialmente nublado com pancadas de chuva de forma isolada no período da tarde e noite com intensidade fraca a moderada.
Temperatura (ºC): Estável
Máxima: 33° Mínima: 23°


FolhaPE

MARCO HISTÓRICO

Dia alusivo a 64 é 'marco para a democracia brasileira', diz ministro da Defesa

[475] defesaFoto: Pedro Ladeira/Folhapress


"Mais pelo que ele evitou", completa o ministro da pasta, general da reserva Fernando Azevedo, que assina a ordem com os comandantes do Exército, da Marinha e da Força Aérea Brasileira

Em ordem do dia alusiva aniversário do golpe que instaurou a ditadura militar há 56 anos, o Ministério da Defesa afirma que "o movimento de 1964 é um marco para a democracia brasileira".

"Mais pelo que ele evitou", completa o ministro da pasta, general da reserva Fernando Azevedo, que assina a ordem com os comandantes do Exército, da Marinha e da Força Aérea Brasileira.

O tom de defesa da ditadura é mais incisivo do que em documento análogo divulgado no ano passado, o primeiro do gênero no governo de Jair Bolsonaro, um capitão reformado do Exército conhecido pela apologia à que faz ao regime dos generais.

Como em 2019, o texto afirma que 1964 pertence à história e que o momento dos militares é outro. "As Forças Armadas acompanharam as mudanças" e "estão submetidas ao regramento democrático com o propósito de manter a paz e a estabilidade".

O texto busca contextualizar a visão majoritária entre militares acerca do golpe e, previsivelmente, não ressalta o caráter autoritário do regime, a falta de liberdade civis ou a tortura.

"O entendimento de fatos históricos apenas faz sentido quando apreciados no contexto em que se encontram inseridos", afirma o texto, citando que a Guerra Fria, na qual o mundo era disputado pela dicotomia entre a liderança dos EUA e da União Soviética.

"As instituições se moveram para sustentar a democracia, diante de pressões de grupos que lutavam pelo poder. As instabilidade recrudesciam e se disseminavam sem controle", diz o texto, sem citar nominalmente as disputas do governo João Goulart, que adernava à esquerda e gerava temores de infiltração comunista em diversos setores.

Leia também:
General Villas Bôas defende Bolsonaro e cita 'momento grave' na crise


"A sociedade brasileira, os empresários e a imprensa entenderam as ameaças daquele momento, se aliaram e reagiram", continua a ordem do dia, afirmando que as Forças Armadas assumiram a responsabilidades "com todos os desgastes previsíveis".

A anistia de 1979 é novamente citada como marco da "pacificação" do país, enquanto países que buscaram vias "utópicas", ou seja, o socialismo, "ainda lutam para recuperar a liberdade". "Hoje os brasileiros vivem em pleno exercício da liberdade e podem continuar a fazer suas escolhas", diz o texto.

A nota vem em momento de grande ansiedade nos meios militares com a evolução da crise política do governo Bolsonaro, cujo isolamento foi ampliado pela sua condução beligerante da emergência sanitária do novo coronavírus.

Após o polêmico protesto que pedia o fechamento do Congresso e do STF (Supremo Tribunal Federal) no dia 15 de março, que teve o incentivo e a participação do presidente, começaram a circular chamamentos anônimos na internet para um novo ato nesta terça.
A associação contrariou a cúpula militar da ativa, que não quer ser bucha de canhão do que considera uma disputa política entre o presidente e governadores, no caso de as Forças Armadas serem chamadas para restaurar a ordem se houver degradação da estabilidade social devido à pandemia –como saques ou manifestações descontroladas.

O presidente, por sua vez, já sugeriu que pode haver baderna devido à crise econômica decorrente da pandemia e se recusou em entrevista dizer se daria um golpe de Estado. "Quem quer dar o golpe jamais vai falar que vai dar", afirmou ao apresentador José Luiz Datena.

A questão do golpe de 1964 é extremamente contenciosa para os militares. Desde a redemocratização de 1985, os fardados acabaram eclipsados da vida política, restrito a quartéis.

As gerações de militares formadas sob a ditadura aos poucos foram dando espaço àquelas que ascenderam após a redemocratização de 1985, mas a visão corrente no oficialato é que os sucessivos governos de opositores ao regime de 1964 gerou uma distorção histórica.

Para eles, a esquerda dominou a narrativa e o risco de uma radicalização comunista sob Goulart acabou sendo extirpada da versão oficial. A ascensão ao poder de um apologista da ditadura, Bolsonaro, jogou novamente os holofotes para o setor, já que o ministério é amplamente ocupado por egressos das Forças. Assim, o presidente ofereceu uma oportunidade e um risco em relação a 1964 para os militares.

A chance de falar mais abertamente foi encampada por Azevedo na nota do ano passado, para a qual o movimento militar foi uma reação aos "anseios da população brasileira". Ante o risco de emular o chefe e fazer uma defesa explícita do regime, a nota enfatizou o caráter histórico e saudou a volta da democracia.

Com isso, o ministro buscou driblar a polêmica de então, já que Bolsonaro havia ordenado que os quartéis comemorassem o dia do golpe, algo que acabou objeto de uma disputa judicial –ao fim, eventos alusivos à data foram permitidos.
*
LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA


"Ordem do Dia Alusiva ao 31 de Março de 1964
Brasília, DF, 31 de março de 2020.
O Movimento de 1964 é um marco para a democracia brasileira. O Brasil reagiu com determinação às ameaças que se formavam àquela época.
O entendimento de fatos históricos apenas faz sentido quando apreciados no contexto em que se encontram inseridos. O início do século XX foi marcado por duas guerras mundiais em consequência dos desequilíbrios de poder na Europa. Ao mesmo tempo, ideologias totalitárias em ambos os extremos do espectro ideológico ameaçavam as liberdades e as democracias. O nazifascismo foi vencido na Segunda Guerra Mundial com a participação do Brasil nos campos de batalha da Europa e do Atlântico. Mas, enquanto a humanidade tratava os traumas do pós-guerra, outras ameaças buscavam espaços para, novamente, impor regimes totalitários.
Naquele período convulsionado, o ambiente da Guerra Fria penetrava no Brasil. Ingredientes utópicos embalavam sonhos com promessas de igualdades fáceis e liberdades mágicas, engodos que atraíam até os bem-intencionados. As instituições se moveram para sustentar a democracia, diante das pressões de grupos que lutavam pelo poder. As instabilidades e os conflitos recrudesciam e se disseminavam sem controle.
A sociedade brasileira, os empresários e a imprensa entenderam as ameaças daquele momento, se aliaram e reagiram. As Forças Armadas assumiram a responsabilidade de conter aquela escalada, com todos os desgastes previsíveis.
Aquele foi um período em que o Brasil estava pronto para transformar em prosperidade o seu potencial de riquezas. Faltava a inspiração e um sentido de futuro. Esse caminho foi indicado. Os brasileiros escolheram. Entregaram-se à construção do seu País e passaram a aproveitar as oportunidades que eles mesmos criavam. O Brasil cresceu até alcançar a posição de oitava economia do mundo.
A Lei da Anistia de 1979 permitiu um pacto de pacificação. Um acordo político e social que determinou os rumos que ainda são seguidos, enriquecidos com os aprendizados daqueles tempos difíceis.
O Brasil evoluiu, tornou-se mais complexo, mais diversificado e com outros desafios. As instituições foram regeneradas e fortalecidas e assim estabeleceram limites apropriados à prática da democracia. A convergência foi adotada como método para construir a convivência coletiva civilizada. Hoje, os brasileiros vivem o pleno exercício da liberdade e podem continuar a fazer suas escolhas.
As Forças Armadas acompanharam essas mudanças. A Marinha, o Exército e a Aeronáutica, como instituições nacionais permanentes e regulares, continuam a cumprir sua missão constitucional e estão submetidas ao regramento democrático com o propósito de manter a paz e a estabilidade.
Os países que cederam às promessas de sonhos utópicos, ainda lutam para recuperar a liberdade, a prosperidade, as desigualdades e a civilidade que rege as nações livres.
O Movimento de 1964 é um marco para a democracia brasileira. Muito mais pelo que evitou.
Fernando Azevedo e Silva - Ministro da Defesa
Ilques Barbosa Junior - Comandante da Marinha
Edson Leal Pujol - Comandante do Exército
Antônio Bermudez - Comandante da Aeronáutica"



Por: Igor Gielow / Folhapress