Monterrey aposta em time experiente e técnico vitorioso para fazer história
Com jogadores no auge da carreira, os Rayados do treinador Manuel Vucetich, chamado de 'Rei Midas', dispensam papel de azarão no Mundia
Possível candidato a encarar o Santos na semifinal do Mundial de Clubes, o Monterrey aposta em um elenco experiente e acostumado a títulos para fazer história no torneio, que começa nesta quinta-feira no Japão. Em uma competição que tem o Barcelona e o Peixe como os favoritos, a equipe comandada por Víctor Manuel Vucetich, apelidado de "Rei Midas", por nunca ter perdido uma final de campeonato, dispensa o papel de azarão. Otimista, o time mexicano, tido como a terceira força do Mundial, espera fazer bonito, quebrar tabus e chegar ao inédito título.
Representante da Concacaf, o Monterrey inicia o torneio já nas quartas de final, mais precisamente no dia 11 de dezembro (domingo), quando encontra o vencedor da partida entre Kashiwa Reysol (Japão) e Auckland City (Nova Zelândia). Quem sair vencedor do confronto enfrentará justamente o Santos na semifinal da competição. Os mexicanos acreditam que a partida será apenas o primeiro passo em busca de objetivos maiores.
- Temos condições de avançar à segunda etapa e sonhar com algo mais. Este tipo de competição é a única maneira de demonstrar o nosso valor. Temos jogadores que podem decidir a qualquer momento. Sinceramente, pensamos e sonhamos com o título - afirmou o técnico, em entrevista ao Fifa.com.
Depois de passar por sérios problemas com o rebaixamento na década de 1990, o Monterrey virou um dos protagonistas do futebol mexicano nos últimos anos. Devido a uma grande reestruturação promovida em 2000, os Rayados (apelido da equipe que significa "listrados" em português), viveram uma década de grandes conquistas, com os títulos do Clausura 2003, Apertura 2009 e Apertura 2010, os dois últimos sob o comando de Vucetich. O triunfo em 2009 levou a equipe à Liga dos Campeões da Concacaf 2010/2011, cujo título lhe rende agora a primeira participação em um Mundial de Clubes da Fifa.Com vários jogadores no auge da carreira, o Monterrey encara a participação no Mundial como um prêmio à regularidade e ao futebol coletivo. O time tem a mesma base há vários anos, com atletas que se conhecem perfeitamente e que privilegiam o espírito de equipe. O esquema de jogo disciplinado, frio e oportunista, pautado no 4-4-2 ou 4-3-3, é a principal arma do time na competição de clubes.
Dono de uma campanha pífia no Campeonato Mexicano, o time terminou a primeira fase na 11ª colocação, não conseguiu se classificar para a fase final e ganhou "férias" antecipadas. Desde o dia 5 de novembro o clube não disputa uma partida oficial e se dedica integralmente a preparação para o Mundial. Com um futebol cada vez mais competitivo e um bom ambiente no vestiário, o Monterrey, cujo técnico é reconhecido por tratar as equipes que dirige como uma família, acredita nesta receita para superar seus adversários e fazer história.
- Convivemos intensamente. Talvez não haja laços de sangue, mas sim de afeto. Em determinado momento, isso faz com que sejamos mais próximos para nos ajudarmos perante os problemas. Busco valores como a honestidade e a honra. A entrega total, a seriedade, o respeito ao ser humano e ao trabalho. Buscamos uma solidariedade que nos mantenha sempre com esses fortes laços de união - disse.
Os Rayados têm a sua disposição experientes jogadores como o atacante chileno Humberto Suazo, o argentino César Delgado e o mexicano Santana. Aldo de Nigris é outro goleador de suma importância. Com passagens pela seleção mexicana e diversos clubes do país, o atleta é irmão do falecido Antonio de Nigris, que teve rápida passagem pelo Santos em 2006. Mas o perigo do Monterrey não está apenas no ataque. No meio de campo, Neri Cardozo, ex-jogador do Boca Juniors, é o cérebro da equipe. O camisa 18 organiza o setor ao lado Ayoví (ex-LDU) e do capitão Luis Pérez. No gol, Jonathan Orozco, goleiro da seleção mexicana, também é uma peça fundamental.
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