No caminho do Barça, Al Sadd confia na experiência de ex-técnico do Inter
Uruguaio Jorge Fossati fala sobre sua filosofia no clube do Qatar, elogia Messi e diz que prefere Ganso a Neymar
Jorge Fossati é uruguaio, já passou pelo futebol brasileiro como jogador e treinador. Tem ampla carreira no futebol de seu país e fora dele. Mas foi comandando uma equipe do Oriente Médio, mas precisamente do Qatar, que ele conseguiu uma das maiores conquistas de sua trajetória como profissional: a Liga dos Campeões da Ásia. Com o triunfo, o Al Sadd garantiu uma das vagas para o Mundial de Clubes, que será disputado em dezembro, no Japão, e tem tudo para encarar o Barcelona de Lionel Messi & cia. nas semifinais do torneio.
Na campanha que levou o time ao Mundial, o Al Sadd disputou 15 partidas. Foram oito vitórias, três empates e duas derrotas. A equipe de Fossati marcou 24 vezes e sofreu 12 gols. E o primeiro confronto da equipe qatari será contra o Espérance, no dia 11, em Toyota. Em caso de vitória, o time do uruguaio terá pela frente o poderoso esquadrão catalão
E é justamente a equipe comandada por Pep Guardiola que Fossati coloca um nível acima dos demais. Na opinião do treinador uruguaio, que tem contrato com o Al Sadd até maio de 2012 e o grande responsável pelo time estar no Mundial, a coletividade do Barcelona é o maior trunfo do time catalão. O “solista” Messi, segundo o ex-técnico do Internacional, é a estrela. Mas o conjunto formado pelos “diretores” Xavi, Iniesta, Daniel Alves e Busquets também faz a diferença durante os confrontos do grupo espanhol.
Por cerca de duas horas e meia, Jorge Fossati atendeu gentilmente o GLOBOESPORTE.COM, falou de futebol com paixão, contou detalhes de sua saída do Internacional e da tristeza de deixar o clube de Porto Alegre. Como não poderia ser diferente, o Mundial de Clubes também entrou em pauta. Neymar, Paulo Henrique Ganso... Em uma pelada, vitória no par ou ímpar, e o treinador revela: escolheria o camisa 10 do Santos em um primeiro momento e não a joia.
- O Ganso tem mais visão de jogo, é o “diretor” do Santos. O Neymar é o solista. Tudo dependeria das necessidades da minha equipe naquele momento – afirmou o treinador, comparando Barcelona e Santos às orquestra
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